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Pressionado por pesquisas, Lula tenta afastar risco de inflação ao zerar imposto do diesel

Pressionado pelo cenário de risco apontado pelas pesquisas da Quaest e do Datafolha nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu agir antes que seja possível traçar um cenário exato sobre o preço dos combustíveis no mercado internacional nos próximos meses.

Uma subida do diesel impactaria os custos em diversas cadeias de produção, gerando inflação, principalmente dos alimentos. Uma elevação expressiva dos preços, por sua vez, teria, avaliam aliados, potencial de ser fatal para as pretensões de reeleição de Lula em outubro.

Integrantes do governo lembram que a inflação foi decisiva para a derrota da candidata de situação Kamala Harris para Donald Trump na eleição dos Estados Unidos em 2026.

Assim, apesar de uma ala do governo entender que ainda era possível esperar um pouco para ter um cenário mais claro, Lula decidiu que o PIS e o Cofins do diesel serão zerados. A medida terá um impacto de R$ 30 bilhões, que será coberto pelo aumento do imposto de exportação do mesmo combustível.

Há uma aposta em setores da gestão petista que Trump não terá interesse em prolongar a guerra da do impacto que a alta do petróleo terá na economia americana, com potencial de prejudicar o Partido Republicano nas eleições legislativas de meio de mandato, em novembro.

Mas Lula decidiu não correr o risco de ver uma nova leva de pesquisas mostrar uma aceleração da curva de subida de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pelo Planalto. A Quaest divulgada na quarta-feira mostrou um empate de 41% dos dois na simulação de segundo turno. Em fevereiro, o presidente tinha 43% contra 38% do filho de Jair Bolsonaro.

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