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PT insiste na candidatura de Haddad em SP; entenda os bastidores

Por Redação Juruá em Tempo.3 de março de 20267 Minutos de Leitura
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O presidente Lula (PT) se reunirá nesta semana com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com o objetivo de definir os papéis de ambos nas eleições.

O movimento atende a um esforço do governante para “destravar” a formação do palanque para sua tentativa de reeeleição no maior colégio eleitoral do país em vias de um enfrentamento duro contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Neste texto, a IstoÉ explica as razões que fazem Lula e seu partido moverem tantos esforços para ter Haddad candidato a governador.

Sinais do sucesso passado

A aposta do PT é em formar um palanque suficientemente competitivo para repetir os resultados das eleições de 2022. Na ocasião, mesmo diante de uma dificuldade histórica em São Paulo — o estado nunca foi governado pelo partido –, Haddad disputou e teve 44,73% dos votos no segundo turno contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), conquistando a maior votação da história do petismo paulista.

Haddad foi mais votado do que Tarcísio na capital paulista, em redenção política da derrota sofrida em 2016, quando tentou se reeleeger prefeito da cidade, mas perdeu ainda em primeiro turno. A vantagem municipal foi reproduzida por Lula e, no estado, o presidente recebeu 4,3 milhões de votos a mais do que o próprio ministro quando concorreu à Presidência da República, em 2018, e perdeu para Jair Bolsonaro (PL).

Para a cientista política Karolina Roeder, professora da Uninter-PR, além dos números, a votação foi crucial em um estado que concentra “muitos eleitores com menor identificação partidária, que oscilam a cada eleição“. “Esse eleitorado foi decisivo em 2022 e deverá ser novamente neste ano”, disse à IstoÉ.

Em “Biografia do Abismo” (HarperCollins Brasil, 2023), os pesquisadores Felipe Nunes e Thomas Traumann lembraram que, sempre que um presidenciável perdeu votos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro em relação à eleição anterior, ele foi derrotado.

“O que fez a diferença para Lula em 2022 foi que ele obteve, nos três maiores colégios eleitorais, mais votos do que Haddad conseguira no pleito anterior (…) Se em 2018, o PT havia ficado circunscrito a pequenas e médias cidades, em 2022 houve uma mudança no padrão de votação nas metrópoles Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A diferença total de votos nessas capitais somadas dá 1,57 milhão de votos a menos para Bolsonaro e a mais para o PT em relação a 2018“, escreveram.

Apoiadores do presidente Lula comemoram vitória na Avenida Paulista após eleições de 2022: petista teve maioria na cidade

Apoiadores do presidente Lula comemoram vitória na Avenida Paulista após eleições de 2022: petista teve maioria na cidade

A vantagem de Lula sobre Bolsonaro em 2022 foi de 2,1 milhões de votos e o presidente demonstrou não minimizar essa relevância. “Só ganhei uma eleição em São Paulo [no estado], que foi em 2002, contra o José Serra [PSDB], em que eu tive 51% dos votos. Nas outras, eu perdi, por 3%, 4% ou 5%. Mas nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar a eleição no estado; ainda não conversei com Haddad, ainda não conversei com Alckmin, mas eles sabem que têm um papel a cumprir em São Paulo”, disse o petista em entrevista ao portal UOL.

“Em uma eleição nacional, os votos de todas as cidades valem igualmente. Acontece que um bom palanque em São Paulo, pela dimensão do colégio eleitoral, permite que mais eleitores sejam alcançados de uma vez só”, afirmou Glauco Peres, professor do Departamento de Ciência Política da USP (Universidade de São Paulo), à IstoÉ.

O fator Tarcísio

Quatro anos mais tarde, o cenário paulista tem Tarcísio no Palácio dos Bandeirantes, ao contrário de 2022 — quando Rodrigo Garcia (PSDB) disputava a reeleição –, com bons índices de aprovação no cargo, liderando as pesquisas de intenção de voto para renovar o mandato e em condição de atrair setores externos ao bolsonarismo, como PSDB, MDB e União Brasil, para sua chapa.

O governador garantiu que dará palanque a Flávio Bolsonaro no estado e, nesta equação, teria caminho livre para pedir votos ao aliado no segundo turno em caso de reeleição em primeiro. Publicamente, petistas não admitem que o principal cálculo que move o esforço por Haddad no pleito é impedir que isso ocorra.

Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro

Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro: governador dará palanque ao ’01’ em São Paulo

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que o ministro é “candidato para ganhar” e não para “ir ao menos ao segundo turno”. “Tarcísio está fazendo o pior governo da história do estado. Haddad vai mostrar a situação precária da educação e da segurança, os pedágios proliferando no interior, a péssima privatização da Sabesp e o abandono dos prefeitos”, disse.

Ao mesmo tempo, lançar o ministro na disputa reforça a associação direta com Lula no estado — na última eleição, mais de 500 mil paulistas votaram no “22” para governador, mas o número do partido de Bolsonaro na urna não era o mesmo de Tarcísio, o 10. “Haddad candidato seria muito importante para o PT de São Paulo e para a reeleição de Lula. É o nome que mais aglutina apoios“, afirmou à IstoÉ o deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP).

Na avaliação de Tathiana Chicarino, professora de ciência política da Fesp-SP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), o esforço pela candidatura “não está necesssariamente movido pela vitória“. “O objetivo é manter ou ampliar a votação [de Lula] na capital, mas proporcionar acordos locais”, disse à IstoÉ.

Por essa lógica, o ministro ganha espaço para a disputa em relação a outras ministras que devem compor o palanque de Lula em São Paulo: Simone Tebet (MDB), do Planejamento, e Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente. Ambas têm convites do PSB para se filiar com esta objetivo, mas o caminho mais provável é de que concorram ao Senado.

“O PT é um partido hegemônico e, naturalmente, busca apresentar candidaturas majoritárias. Mas tivemos experiências de apoio a outros partidos que não foram traumáticas, como no caso de Boulos em São Paulo, em que nossa bancada [de vereadores] se manteve”, disse Paulo Fiorilo. “O plano A é Haddad, mas a prioridade é ter uma chapa forte“, concluiu o deputado.

Falta o protagonista

A reunião de Lula com seus comandados tem o objetivo de fechar a principal pendência dessa conta: o “sim” de Haddad. Em mais de uma oportunidade, o ministro da Fazenda afirmou que não deseja disputar nenhum cargo eletivo em outubro, independentemente das pretensões do chefe do Planalto.

“Neste momento, o que posso fazer de melhor é participar da campanha do presidente [sem ser candidato]”, disse em entrevista à rádio BandNews. “Eu fui candidato quando ninguém queria ser. Fui candidato à reeleição em São Paulo [em 2016] no ano do impeachment da Dilma [Rousseff, ex-presidente], candidato a presidente no lugar do Lula quando ninguém quis ser, e fui candidato em 2022, fazendo a maior votação da história do PT no estado”.

Para uma ala do partido, há receio de que o favoritismo de Tarcísio leve Haddad a uma terceira derrota seguida nas urnas e desgaste um dos quadros mais relevantes da legenda — frequentemente citado como potencial sucessor de Lula.

Na avaliação de Chicarino, uma eventual nova derrota não criará maiores danos para a carreira do ministro. “Haja vista o próprio Lula, três vezes derrotado para a Presidência da República [em 1989, 1994 e 1998] antes de se eleger, em 2002. Não há uma correlação tão lógica entre trajetória política e vitórias eleitorais”, afirmou.

Se Lula convencê-lo, Peres projetou que Haddad deverá ter uma eleição com mais obstáculos do que travou em 2022. “Ele enfrentará um incumbente no estado que, historicamente, reelege seus governadores. É natural que haja reticência a concorrer quando se sabe que as chances são remotas“, concluiu o cientista político.

Por: Isto É.
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