Uma operação de emergência mobilizou as forças de segurança e saúde do Acre na última sexta-feira, 27, para salvar a vida do pequeno Oran Kampa, um bebê indígena de apenas 7 meses. Diagnosticado com bronquiolite — uma inflamação aguda dos bronquíolos que dificulta a respiração —, o paciente precisou de transporte aeromédico urgente saindo de uma zona de difícil acesso na região do Rio Envira.
A missão foi coordenada de forma integrada entre as secretarias de Estado de Saúde (Sesacre) e de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A aeronave Hárpia 3, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), decolou da base do Juruá às 14h com uma equipe do Samu a bordo, enfrentando cerca de uma hora e vinte minutos de voo sobre a densa floresta amazônica.
Ao chegarem à terra indígena em Feijó, os profissionais encontraram o bebê já sob cuidados preliminares da equipe de saúde da Funai. Devido à gravidade do quadro respiratório, a equipe médica do Samu realizou procedimentos de estabilização ainda em solo, incluindo a canalização de acesso venoso para medicação imediata.
“Recebemos o chamado para o resgate de uma criança apresentando uma síndrome respiratória considerada grave. Na chegada, nos deparamos com sintomas que realmente mereciam cuidados intensivos”, explicou Gilliard Santos, gerente de enfermagem do Samu.
O sucesso da missão dependeu da agilidade técnica e da integração entre os órgãos. Segundo o comandante do voo, Coronel Alzerino Fontes, a estabilização da criança na aldeia foi o fator determinante para o transporte seguro até o Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul.
“Unimos forças para trazer a criança e a mãe até o hospital de referência. Agora, ele terá um atendimento com maior poder de recuperação”, destacou o comandante.
Serviço essencial
O resgate aeromédico tem se consolidado como uma ferramenta vital para as populações que vivem em regiões isoladas do Acre. Para casos como o de Oran, onde o tempo é um fator crítico para a sobrevivência em quadros de insuficiência respiratória, a rapidez do transporte aéreo substitui dias de viagem fluvial ou terrestre, garantindo o direito ao tratamento especializado e humanizado.
A criança segue sob observação da equipe de pediatria do Hospital do Juruá.


