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Acre

Servidores da educação fazem paralisação e cobram reajuste salarial em Rio Branco

Por AC24horas. 10/03/2026 10:08
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Servidores da educação municipal realizaram uma paralisação e um ato em frente à Prefeitura de Rio Branco nesta terça-feira (10) para cobrar do Executivo municipal respostas às reivindicações da categoria. O movimento foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac).

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Entre as principais pautas apresentadas pelos trabalhadores estão o reajuste salarial referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, com aplicação do piso do magistério estendido aos funcionários, no percentual de 15,29%, além da reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).

Os servidores também pedem o cumprimento da hora-atividade e da legislação que reconhece os profissionais da educação infantil como professores, além de outras medidas consideradas essenciais para a valorização da categoria.

De acordo com o diretor de comunicação do Sinteac, Reginaldo Barreto, a paralisação ocorre após três anos de tentativas de negociação com a prefeitura sem avanços nas pautas apresentadas.

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“O grande motivo da nossa paralisação são exatamente três anos que nós viemos lutando com a prefeitura sobre as nossas pautas, principalmente de reposição da inflação, e que o prefeito não atende”, afirmou.

Segundo ele, houve diálogo recente com a gestão municipal, mas a categoria ainda não recebeu uma resposta formal.

“Nós tivemos uma conversa com o secretário Alisson Bestene, e ele disse que mandou uma proposta para o prefeito e só dependia do prefeito atender uma parte da nossa pauta nesse ano, e até agora o sindicato não recebeu a proposta que foi enviada para o prefeito Bocalom”, disse.

A paralisação teve impacto em algumas unidades da rede municipal. De acordo com o sindicato, parte das escolas suspendeu totalmente as atividades, enquanto outras mantiveram funcionamento parcial.

“Existem escolas que vão paralisar completamente, 100%, e algumas escolas que começaram hoje a aula, mas uma parte dos seus servidores vão vir participar do movimento”, explicou Barreto.

A categoria também discute a possibilidade de uma greve caso não haja avanço nas negociações com o Executivo municipal.

“Nós vamos analisar a situação junto à prefeitura, ver se o prefeito vai abdicar da sua arrogância e atender a categoria. Se a categoria decidir pela greve, nós deflagraremos a greve sim”, declarou o representante sindical.

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