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Servidores pressionam governo por reajuste de auxílios em protesto na Aleac

Servidores públicos estaduais fizeram novo protesto em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira, 31, enquanto aguardam uma resposta do governo sobre a proposta de reajuste de auxílios. A expectativa é de definição ainda nesta terça, após reuniões entre representantes do Executivo e deputados estaduais.

Segundo a presidente do Sindicato dos Professores do Acre (Sinproac), Alcilene Gurgel, as negociações seguem em andamento desde segunda-feira, 30, quando uma comissão da frente sindical se reuniu com o governo para alinhar uma proposta conjunta.

“Eles foram sensíveis às proposições feitas pela frente, mas pediram mais um tempo agora pela manhã para que eles pudessem sentar e avaliar a nova proposta apresentada”, afirmou.

Foto: Vitor Paiva

A proposta inicial dos servidores previa o pagamento de R$ 1 mil de auxílio-alimentação e a criação de um auxílio-saúde também de R$ 1 mil, voltado principalmente aos aposentados que não recebem o primeiro benefício. O governo, por sua vez, apresentou uma contraproposta com R$ 700 de auxílio-alimentação e R$ 500 de auxílio-saúde.

Diante das diferenças, a frente sindical apresentou uma nova sugestão intermediária. “Numa mediação da nossa proposta inicial com a deles, nós criamos uma nova proposta de R$ 700 para auxílio-saúde e a permanência do auxílio-alimentação no mesmo valor”, explicou.

A dirigente destacou que houve recuo por parte da categoria para tentar avançar nas tratativas. “Nós acreditamos que demos um pé atrás para que se avançasse nas negociações”, declarou.

Ainda segundo Alcilene, a expectativa é de que o governo apresente uma posição definitiva com participação de parlamentares. “Estamos esperançosos para que eles possam realmente trazer uma proposta que contemple os servidores de modo geral”, disse.

Ela também alertou para o prazo limitado por questões legais. “Ou é hoje, ou nós vamos ficar 2026 todinho sem absolutamente nada”, afirmou.

Enquanto isso, deputados e representantes do governo seguem reunidos para discutir os detalhes finais da proposta.

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