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Trump chama aliados da Otan de ‘covardes’ por postura na guerra contra o Irã

O presidente americano, Donald Trump qualificou, nesta sexta-feira (20), os aliados dos Estados Unidos na Otan como “covardes” por não atenderem à sua exigência de ajuda militar contra o Irã para controlar a rota marítima do Estreito de Ormuz. “COVARDES, E NÓS NOS LEMBRAREMOS!”, publicou em sua plataforma Truth Social. Os aliados dos Estados Unidos “não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, uma manobra militar simples que é a única razão dos altos preços do petróleo. Tão fácil de executar para eles, com tão pouco risco”, escreveu.

Trump assegurou, nesta semana, em diferentes declarações, que os Estados Unidos não precisam da ajuda militar de ninguém para liberar o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, exigiu que os aliados contribuam para o esforço, já que a alta dos preços de petróleo, causada pelo bloqueio iraniano, afeta o mundo todo.

Seis grandes potências internacionais, entre elas Reino Unido, França, Alemanha e Japão, disseram na quinta-feira (19) que estão dispostas a “contribuir para os esforços apropriados” a fim de garantir a livre passagem pelo Estreito de Ormuz. Mas não se comprometeram formalmente com nenhuma missão nesta via fluvial crucial, enquanto outros aliados, como Alemanha e Itália, descartaram qualquer operação sem uma trégua na guerra do Oriente Médio. Nenhum dos países aos quais Trump pediu ajuda foi consultado antes da missão americana-israelense começar.

Israel mantém ataques

Iranianos comparecem ao funeral de Esmail Khatib, ministro de inteligência do Irã, morto nesta quinta-feira após ataques de Israel

Nesta sexta-feira, 20, Israel realizou novos bombardeios contra o Irã, país que, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, está prestes a ser “dizimado”, apesar dos ataques com mísseis e drones da República Islâmica que continuam abalando seus vizinhos do Golfo.

“Estamos vencendo a guerra e o Irã está sendo dizimado”, disse Netanyahu na quinta-feira, em uma entrevista coletiva exibida na televisão, durante a qual destacou que Teerã já “não tem mais a capacidade de enriquecer urânio e não tem mais a capacidade de produzir mísseis balísticos”. “Acredito que esta guerra terminará muito mais rápido do que as pessoas imaginam”, acrescentou, sem definir um prazo.

Refinaria atacada no Kuwait

O Golfo continua sendo alvo de ataques com mísseis e drones: os Emirados Árabes Unidos anunciaram que responderam a ataques com foguetes, a Arábia Saudita informou que interceptou vários drones, em particular no leste do país, e o Bahrein afirmou que controlou o incêndio em um depósito provocado por estilhaços procedentes de uma “agressão iraniana”.

No Kuwait, uma refinaria, que já havia sido bombardeada na quinta-feira, sofreu um novo ataque com drones, o que provocou um incêndio e o fechamento de várias unidades do complexo. Em retaliação à ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel desde 28 de fevereiro, o Irã atacou os interesses de Washington nos países do Golfo e as instalações de energia, o que alimenta os temores de perturbações na economia mundial.

O presidente americano, Donald Trump, pediu a Israel que interrompa os ataques contra as infraestruturas de energia do Irã, e Netanyahu disse que atenderia à solicitação. Ao mesmo tempo, o mandatário republicano também ameaçou destruir “a totalidade do campo” de South Pars/North Dome se o Irã prosseguisse com os ataques. O Irã respondeu que não demonstrará “nenhuma moderação” caso as infraestruturas de energia sejam atacadas novamente, segundo o chanceler da República Islâmica, Abbas Araghchi. “Nossa resposta ao ataque israelense contra nossas infraestruturas mobilizou apenas uma FRAÇÃO do nosso poder”, disse.

Novos ataques no Líbano

No Líbano, arrastado para a guerra em 2 de março pelos ataques do movimento pró-iraniano Hezbollah contra Israel, a agência oficial de notícias local informou nesta sexta-feira novos bombardeios das forças do Estado hebreu contra cidades do sul. “Caças do inimigo israelense lançaram ataques ao amanhecer contra as localidades de Bafliyeh e Hanine, nos distritos de Tiro e Bint Jbeil”, informou a Agência Nacional de Notícias, que também citou ataques contra outras cinco localidades.

Na quinta-feira, o presidente libanês Joseph Aoun voltou a pedir uma trégua e negociações com Israel, por ocasião da visita do chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot, que pretende viajar a Israel nesta sexta-feira.

Com informações da AFP

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