Ícone do site O Juruá Em Tempo

Trump diz que adiou ataques contra usinas do Irã após conversas ‘muito boas’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que ordenou a suspensão dos ataques que havia ameaçado realizar contra a infraestrutura energética iraniana, após “conversas muito boas e produtivas” com Teerã, e que as negociações devem avançar nesta semana.

Os Estados Unidos e o Irã “tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, escreveu Trump, em letras maiúsculas, no início desta segunda-feira em sua plataforma Truth Social.

“Com base no teor e no tom” das conversas, “que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todo e qualquer ataque militar contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, condicionado ao sucesso das reuniões em curso”, acrescentou.

Israel mantém ataques contra o Irã

Israel lançou nesta segunda-feira (23) uma nova onda de ataques contra o Irã, que ameaçou adotar medidas de retaliação contra infraestruturas de energia no Oriente Médio, em uma guerra que levou o mundo à pior crise energética em décadas. A imprensa iraniana relatou explosões em Teerã depois que Israel anunciou uma “onda de ataques” contra a capital iraniana, enquanto Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos também interceptaram mísseis e drones.

Pelo menos 40 “infraestruturas energéticas na região estão gravemente ou muito gravemente danificadas ao longo de nove países” do Oriente Médio, afirmou o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol. Teerã respondeu aos ataques com mísseis e drones contra Israel e os países do Golfo, atingindo instalações de energia e embaixadas dos Estados Unidos. Também interrompeu o trânsito pelo Estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, passava 20% da produção mundial de hidrocarbonetos.

Pedágio no Estreito de Ormuz

Navio de carga cruza o Estreito de Ormuz

Nesta segunda-feira, as Bolsas asiáticas fecharam em quedas expressivas (Tóquio perdeu 3,47% e Seul recuou 6,5%), enquanto os preços do petróleo operavam em alta: o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, subia 1,66%, a 99,86 dólares, e o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, avançava 0,7%, a 112,98 dólares.

Nos últimos dias, o Irã permitiu a navegação de alguns navios de países que considera amigos pelo Estreito de Ormuz e advertiu que impediria a passagem de embarcações de nações que, na visão de Teerã, se uniram à “agressão” contra a República Islâmica. O Parlamento iraniano examina a possibilidade de impor a cobrança de pedágio aos navios que cruzam o estreito. Ghalibaf afirmou que o tráfego marítimo “não voltará à condição anterior à guerra”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a campanha contra o Irã poderá durar bastante tempo. Israel também ampliou a campanha terrestre contra o movimento pró-iraniano Hezbollah no Líbano e advertiu que será uma operação prolongada. “Cidadãos de Israel, teremos mais semanas de combates contra o Irã e o Hezbollah”, afirmou o porta-voz militar israelense, o general de brigada Effie Defrin.

Israel ordenou a destruição de pontes que seriam utilizadas pelo Hezbollah para atravessar o rio Litani, 30 km ao norte da fronteira. Mais de 1.000 pessoas morreram no Líbano desde o início dos ataques de Israel, segundo o Ministério da Saúde, e mais de um milhão foram deslocadas. O presidente libanês, Joseph Aoun, advertiu que os ataques contra a ponte são “o prelúdio de uma invasão terrestre”.

Sair da versão mobile