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Uma a cada cinco vítimas de feminicídio em São Paulo tinha medida protetiva

A cada cinco vítimas de feminicídio na cidade de São Paulo, ao menos uma possui medida protetiva de urgência, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira, 4, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O porcentual, de 21,7%, é mais alto do que a média nacional, de 13,1%, o que sugere deficiência na fiscalização de medidas contra violência contra mulher e margem para melhora da política na capital paulista.

“As forças de segurança falharam em proteger essas mulheres”, afirma Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum. “São mulheres que buscaram ajuda, procuraram o Estado, que tinham medida protetiva e, ainda assim, nós (enquanto Estado) falhamos com elas.”

Segundo ela, o levantamento ajuda a questionar por que, por outro lado, parte significativa das vítimas em outras regiões não tinham medidas protetivas quando foram assassinadas – Distrito Federal (4,3%) e Alagoas (4,5%) aparecem como as unidades federativas com o menor porcentual de vítimas de feminicídio com essa característica.

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