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Vulgo “Vovozona do CV” tem Porsche de R$ 1 milhão apreendido pela polícia

Por Redação Juruá em Tempo.11 de março de 20262 Minutos de Leitura
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O cerco fechou para a alta cúpula do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso. Em uma ação estratégica realizada na última terça-feira (10/3), a Polícia Civil de Mato Grosso localizou e apreendeu um Porsche Panamera de luxo, avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão, na cidade de Campo Grande (MS). O veículo pertence a Gilmar Reis da Silva, amplamente conhecido no mundo do crime pelo apelido de “Vovozona”.

Considerado um criminoso de alta periculosidade, Gilmar é apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção na região sul do estado. A apreensão do esportivo é um desdobramento direto da Operação Imperium, iniciada em fevereiro deste ano, que visa asfixiar o núcleo financeiro da organização criminosa. 

Luxo Financiado pelo Crime e Lavagem de Dinheiro

As investigações revelaram que o Porsche estava registrado em nome da esposa de Gilmar, identificada pelas iniciais E.C.N. Segundo a Polícia Civil, ela desempenhava um papel fundamental na estrutura da facção, atuando diretamente na ocultação de patrimônio e no esquema de lavagem de dinheiro.

O “modus operandi” do grupo envolvia a utilização de empresas de fachada em Rondonópolis — base operacional de “Vovozona”. Esses estabelecimentos, muitas vezes registrados com documentos falsos ou em nome de laranjas, serviam para:

  • Receber vultuosas quantias de membros da facção;
  • Reintroduzir o capital no mercado formal;
  • Adquirir bens de alto padrão (imóveis e veículos);
  • Repassar lucros “limpos” aos líderes da organização. 

A Fuga e a Vida de Ostentação

A trajetória de Gilmar Reis da Silva é marcada pela audácia. Em 14 de julho de 2023, ele protagonizou uma fuga polêmica do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. Na ocasião, ele e outro detento receberam autorização para realizar serviços fora do presídio e nunca mais retornaram.

Mesmo na condição de foragido, “Vovozona” não manteve um perfil discreto. A investigação constatou que ele, sua esposa e aliados utilizavam identidades falsas para abrir contas bancárias e ostentar uma vida de luxo, utilizando o dinheiro proveniente de atividades ilícitas para demonstrar poder e riqueza perante a facção. 

 

Por: CM7.
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