O custo da cesta básica em Rio Branco chegou a R$ 641,15 em março, após registrar alta de 1,48% em relação ao mês anterior, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o DIEESE, publicado nesta quarta-feira (8). Apesar do aumento, a capital acreana segue entre as que possuem o menor custo de alimentação no país.
De acordo com o levantamento, o valor apurado coloca Rio Branco entre as cestas mais baratas do Brasil, ao lado de capitais como Aracaju, São Luís e Porto Velho. Em contraste, os maiores custos foram registrados em São Paulo (R$ 883,94) e Rio de Janeiro (R$ 867,97), o que evidencia uma diferença superior a R$ 240 entre a capital acreana e a mais cara do país.
Mesmo com um custo mais baixo em comparação nacional, o peso da alimentação no orçamento das famílias segue elevado. Em março, um trabalhador de Rio Branco que recebe salário mínimo precisou comprometer 42,76% da renda líquida apenas para adquirir os produtos básicos. Além disso, foram necessárias 87 horas e 1 minuto de trabalho para garantir a compra da cesta, o equivalente a mais de quatro dias de jornada, considerando uma carga horária padrão.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, que passou a abranger todas as 27 capitais brasileiras a partir de 2025. Em março de 2026, todas as capitais registraram aumento no custo dos alimentos, com variações que chegaram a mais de 7% em cidades como Manaus e Salvador. Em Rio Branco, no entanto, a alta foi mais moderada, indicando uma pressão inflacionária menor na capital acreana em comparação com outras regiões.
O levantamento aponta que a elevação dos preços no Acre foi puxada principalmente por itens essenciais como tomate, feijão e carne bovina, impactados por fatores como redução da oferta, dificuldades na colheita e aumento da demanda.
Mesmo com a posição relativamente favorável no ranking nacional, o estudo evidencia que o custo de vida segue pressionando a população. De acordo com o DIEESE, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.425,99 em março de 2026, o equivalente a cerca de 4,6 vezes o valor do piso nacional vigente.

