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Augusto Cury, um psiquiatra best-seller e os motivos para virar candidato a presidente

Por Redação Juruá em Tempo.17 de abril de 20265 Minutos de Leitura
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Na manhã de quarta-feira, dia 14, um sorridente Augusto Cury abriu a câmera do celular para uma chamada de vídeo. Aos 67 anos, o psiquiatra e escritor que já vendeu 45 milhões de livros de autoajuda em 70 países — uma marca abaixo apenas de Paulo Coelho no mercado editorial brasileiro — agora é pré-candidato ao Planalto pelo Avante, um partido que, embora pequeno, garante tempo de TV e presença em debates.

Em uma hora de conversa antes de uma palestra em Curitiba, o autor best-seller jura que não está se colocando como presidenciável para aumentar seu faturamento nos negócios — hipótese especulada no meio político, que compara o seu movimento ao de Pablo Marçal (União Brasil), em 2024, na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Assim como o coach, agora filiado ao União Brasil, Cury também ganha dinheiro com cursos online sobre inteligência emocional, o que levou sua relevância digital a explodir nos últimos anos. Seu perfil no Instagram tem 8,1 milhões de seguidores, o dobro da soma dos ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), e atrás apenas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

— Entrar para o teatro da política mais atrapalha do que ajuda minha vida profissional. Não estamos falando de um ambiente de monges, mas sim de agressividade. Então por que ser candidato nesse contexto? Primeiro, digo que não preciso do poder, sou crítico ao culto à celebridade. O que quero é ser uma voz contra esse radicalismo e o loteamento do debate público entre Lula e a família Bolsonaro — diz Cury, para depois me devolver um questionamento, prática constante da sua retórica treinada. — Você acredita na mudança?

Com 2% de intenção de votos na pesquisa da Genial/Quaest divulgada anteontem e começando a tatear a melhor maneira de transformar o seu público em voto, o escritor ainda se esquiva de rótulos ideológicos. Tudo orientado pelo marqueteiro Sérgio Lima, que colaborou nas campanhas de Jair Bolsonaro, em 2018 e 2022, e que estava auxiliando na estratégia digital de Flávio.

Perguntado sobre qual a sua linha política, o psiquiatra não responde se é de direita, de centro ou de esquerda. Prefere inventar uma palavra e se definir como “capsocial”, a mistura, segundo ele, de alguém com mente capitalista e coração social. Também não gosta da alcunha de outsider antissistêmico, como é considerada a candidatura de Renan Santos, do Missão, o partido do Movimento Brasil Livre (MBL).

— Não quero ser uma ave exótica na política. Pelo contrário, conversei com muitas lideranças antes de escolher o meu caminho. Se precisar, darei flores para os meus adversários — diz, na linha “outsider paz e amor”, para depois usar novamente o seu método de oratória. — Gostou dessa frase das flores que eu usei?

A lista de conversas que Cury teve antes de escolher o Avante expõe como a sua biografia profissional abre portas. Desde janeiro, esteve com Michel Temer (MDB), Gilberto Kassab (PSD), Marcos Pereira (Republicanos), Aécio Neves (PSDB), Renata Abreu (Podemos) e Márcio França (PSB). Acabou encontrando espaço no Avante, o antigo PTdoB, um a sigla de sete deputados federais liderado pelo mineiro Luís Tibé.

Cury diz que estuda o Brasil há 25 anos e reclama que o país não debate mais propostas. Nas duas entrevistas que concedeu até agora desde que virou pré-candidato (para a rádio Itatiaia e o canal no YouTube AmadoMundo), ensaiou a defesa de algumas ideias dispersas, longe ainda de estar claro o que pensa sobre os grandes temas nacionais: falou do uso de drones para combater a violência contra a mulher, do fim da transmissão ao vivo dos julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) e de mandato fixo para os ministros da Corte.

Depois das palavras “empreender”, “empreendedorismo” e “empreendedor” aparecerem mais de dez vezes na ligação via chamada de vídeo, a conversa tomou o rumo do debate econômico. Mesmo sem admitir ser de direita, Cury assume que tem o presidente argentino Javier Milei como referência na questão da liberdade econômica e de uma máquina mais enxuta. Não é a primeira vez que um popular escritor latino-americano entra na política e vai por essa linha. Nos anos 90, a candidatura derrotada do best-seller Mario Vargas Llosa à presidência do Peru contra Alberto Fujimori pregou cortes de gastos e privatizações na campanha.

Quando é cobrado por detalhes no ideal liberal, Cury novamente se esquiva. Ao ser questionado sobre duas das mais controversas medidas defendidas por aqueles que pregam um corte robusto de gastos, o psiquiatra tergiversa: não diz se acha boa ideia a desvinculação do aumento do salário mínimo da Previdência, nem se acabaria com o piso de gastos das áreas da Educação e da Saúde atrelados à receita. Acabou lançando alguns dados sobre o tamanho da dívida pública (“são R$ 10 trilhões com o rosto de crianças e adolescentes”) e pregando um genérico “corte nos gastos do cartão corporativo” das autoridades.

A partir daí, o escritor levou o assunto para o tema da corrupção. Sem dar maiores detalhes de como funcionaria, ele afirma querer criar mil comitês voluntários pelo país com a participação da sociedade civil e Ministério Público para auditar as contas de governos. Também na agenda moral, diz que fará uma campanha sem usar dinheiro público do Fundo Eleitoral.

Pergunto se usará do próprio patrimônio — provavelmente o mais rico da eleição presidencial — para bancar as contas da campanha, Cury revela que, embora ganhe em média R$ 2 por obra vendida, não vai tirar recursos do próprio bolso.

— Conversei com a minha mulher e não vou usar do meu patrimônio. Vou dar o exemplo e fazer uma campanha barata — responde, embora se negue a dizer quanto em bens apresentará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando homologar a candidatura em agosto. — Não vou dizer. Por favor, não estressa o psiquiatra.

Por: O Globo.
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