O Acre passa a contar com o Dia de Combate ao Feminicídio, instituído por lei sancionada pelo então governador Gladson Camelí e publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) de quinta-feira, 2, na reta final antes da transmissão do cargo para a governadora Mailza Assis. A data será celebrada anualmente em 13 de abril.
A escolha do dia faz referência ao feminicídio de Sara Araújo de Lima, servidora da Fundação Hospitalar do Acre. A nova legislação também inclui a data no calendário oficial do estado e prevê ações voltadas à conscientização, prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher.
Objetivos da lei
Entre os objetivos definidos estão a promoção da conscientização da sociedade sobre a gravidade do feminicídio, o incentivo ao debate público sobre prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher e o estímulo a políticas públicas de proteção, apoio e acolhimento às vítimas.
A lei também prevê o apoio a ações educativas, campanhas de sensibilização e mobilizações comunitárias, além de incentivar parcerias entre o poder público, instituições de ensino e organizações da sociedade civil.
Dados de feminicídio no Acre
Em 2025, o Acre registrou 14 casos de feminicídio. Os dados mostram distribuição dos casos ao longo do ano, com registros em diferentes meses e municípios do estado.
Rio Branco concentrou o maior número de ocorrências, com 4 casos. Tarauacá aparece na sequência, com 2 registros. Outros municípios como Brasileia, Bujari, Capixaba, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Feijó, Mâncio Lima, Porto Acre e Senador Guiomard tiveram 1 caso cada.

