Oi, na edição de hoje trato da hipótese cada dia mais provável de que os efeitos da guerra no Irã vão se prolongar, podendo mudar o cenário da eleição de outubro. Mesmo que o conflito se encerre em breve, o nó logístico é comparável ao da guerra da Ucrânia. Com os preços do petróleo disparando, o que fará o governo Lula? Vai repetir o pacote eleitoreiro de Bolsonaro em 2022? Vai usar a impopularidade de Trump no Brasil para atingir Flávio Bolsonaro?
Além dos efeitos da guerra, escrevo sobre por que Flávio Bolsonaro não fala mal do ministro do STF Dias Toffoli, da capacidade de Eduardo Bolsonaro em gerar problemas e da difícil relação do presidente Lula com os donos do capital. Boa leitura.
Nesta edição:
- Uma eleição em tempos de guerra
- Lula e o capital
- A criptonita Trump
- O primeiro irmão
- A dívida com Toffoli
- O Congresso aposta em Bolsonaro
- A cristianização, 76 anos depois
- Siga os jatinhos
- Fique atento
1. Uma eleição em tempos de guerra
Com a guerra no Irã entrando na sexta semana, Donald Trump anunciando um novo deadline para a reabertura do Estreito de Ormuz para amanhã (7) e o petróleo no maior ciclo de alta do século, a realidade impõe um novo cenário. Mesmo na hipótese de que a guerra se encerre em breve, o nó na cadeia logística de exportação de petróleo, gás e fertilizantes demorará meses para ser desatado. Se o conflito se prolongar, o barril do petróleo a preços 70%, 100% ou 150% mais caro do que em fevereiro será o novo normal. É um novo mundo. É uma nova eleição.
Publicamente, o governo Lula trata a guerra no Irã como um tema de curto prazo. O acordo do Ministério da Fazenda com os governos estaduais para a redução dos impostos sobre a importação de diesel vai até 31 de maio, um cenário otimista para o fim da volatilidade nos preços do óleo. É o mesmo prazo de duração para a oferta do subsídio federal para as distribuidoras, aceita pela Petrobras e recusada pelas maiores empresas privadas.
Vibra (rede de postos BR), Ipiranga e Raízen (rede Shell) descartaram o subsídio porque ele implica aceitar um preço máximo para o diesel vendido nas bombas. As empresas argumentam que, com a guerra em andamento, é um risco concordar com o preço tabelado de um produto que ninguém sabe quanto vai custar na semana que vem.
Ao mesmo tempo, o governo tenta evitar que os parlamentares ligados às transportadoras mudem a medida provisória que reforça a fiscalização da tabela do frete dos caminhoneiros e negocia com as empresas distribuidoras de GLP uma fórmula para manter os preços do botijão.
São várias as pontas soltas que o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, terá de negociar, mas todas têm o mesmo eixo, o controle de danos. O governo Lula busca ao mesmo tempo evitar que o diesel passe dos R$ 8 nos postos, que as empresas abandonem o programa vale-gás e que a ameaça de greve dos caminhoneiros volte, mas são ações para uma crise temporária. E se não for?
Se os preços do petróleo seguirem na Lua nos próximos meses, são de 99% as possibilidades de o governo Lula tomar medidas extraordinárias. Como ouvi de dois ministros, o presidente Lula “não vai deixar que o consumidor brasileiro pague o preço da guerra do Trump”. Ambos os ministros lembraram que, quatro anos atrás, em situação semelhante em função da guerra na Ucrânia, o então presidente Jair Bolsonaro conseguiu que o Congresso aprovasse a PEC do Estado de Emergência, uma farra eleitoreira que reajustou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, cortou o ICMS sobre os combustíveis e distribuiu dinheiro para taxistas e caminhoneiros.
Nada indica, por enquanto, que o governo Lula pretenda repetir Bolsonaro. É ingenuidade, no entanto, achar que o governo vai cruzar os braços se os preços de gasolina e do diesel dispararem. Mesmo um Congresso francamente oposicionista não irá peitar medidas extraordinárias para tempos extraordinários.
Fazer uma campanha sob as consequências da guerra obrigará tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Flávio Bolsonaro a mudarem de tática. Discussões sobre democracia, corrupção e segurança pública perdem espaço para a escolha de quem o eleitor prefere dirigindo o país durante uma crise.
É previsível que Lula tente, novamente, encampar em si o símbolo da resistência nacional, assim como fez com sucesso no tarifaço. Ao mesmo tempo, o PT vai vincular os Bolsonaros a Donald Trump. Para a oposição, é mais simples: tudo de ruim será sempre culpa do governo. Ignorar a impopularidade de Trump, contudo, será um erro fatal.
As únicas autoridades de Brasília com cenários de efeitos prolongados da guerra estão no Banco Central. O início do ciclo de corte de juros foi de apenas 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75%. Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, a mensagem do Banco Central foi “vamos esperar para depois decidir”. Quatro semanas atrás, a média do mercado financeiro projetava que os juros cairiam para 12%. Agora, a previsão está em 12,5%. Bancos importantes já trabalham com uma queda mínima para 13,5% e até 14%. Em um mês de guerra, a previsão de inflação deste ano foi de 3,9% para 4,3%.
Na semana passada, diretores do BC distribuíram entre si uma pessimista entrevista à revista britânica “The Economist” da presidente do Banco Central Europeu, Cristine Lagarde. “Estamos enfrentando um choque real… provavelmente além do que podemos imaginar no momento. Os especialistas técnicos do banco acreditam que a infraestrutura de energia do Golfo já foi danificada demais e essa interrupção pode durar anos”. O perigo, Lagarde argumentou, é que as consequências da guerra no Irã para o mundo só surjam gradualmente, levando a uma “avaliação tardia da gravidade da crise”.
2. Lula e o capital
Quando for escrita a história de Lula 3, haverá um capítulo para a sua relação com empresários e o mercado financeiro. Ou a sua não-relação, para ser mais exato. Nunca um presidente iniciou uma campanha de reeleição com tanta oposição da elite, uma contradição com um governo que foi muito menos intervencionista do que a maioria dos empresários supunha em 2022.
É evidente a má vontade da Faria Lima com Lula, mas a recíproca também é verdadeira. Vitorioso com apoio de banqueiros e empresários que temiam o autoritarismo de um segundo governo Bolsonaro, Lula nunca procurou esses aliados. Iniciou o governo ameaçando rever a independência do Banco Central e a privatização da Eletrobras e mudar as regras de concessão de saneamento.
Mesmo na crise do tarifaço norte-americano, quando o governo Lula e o empresariado estavam no mesmo lado, o presidente deixou a interlocução do capital com Geraldo Alckmin. A exitosa reação brasileira foi uma sintonia de diplomacia, lobby empresarial e a tal química de Lula com Donald Trump, mas não foi suficiente para amainar a relação.
Ressentido com o apoio que os empresários deram à Operação Lava-Jato e à sua prisão em 2018, Lula fez das críticas ao mercado financeiro uma marca do terceiro mandato.
Na quarta-feira (1), na inauguração de obras da sede local do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o presidente defendeu o programa de apoio financeiro Pé-de-Meia atacando o mercado:
— A Faria Lima, lá em São Paulo, a “Avenida dos Banqueiros”, deve estar “puta” comigo. “O que esse Lula fica colocando R$ 18 bilhões para cuidar de filho de pobre na escola, se esse dinheiro poderia estar aqui no banco rendendo pra gente ficar mais rico?”
No dia seguinte, em vistoria de obras do VLT em Salvador, Lula definiu seu mandato assim:
— Você não precisa governar para os ricos e para quem ganha bem e pode se virar sozinho.
Este distanciamento é visível nesta campanha eleitoral. É mais fácil uma solução para as laterais da seleção brasileira do que um empresário que admita votar em Lula no primeiro turno. A facilidade com que o empresariado embarcou na campanha de Flávio Bolsonaro diz pouco sobre as crenças do candidato do PL no livre mercado e muito sobre a repulsa a Lula.
Numa eleição que pode ser decidida no cara ou coroa, Lula está fechando portas cedo demais.
3. A criptonita Trump
Caso o governo Trump siga as recomendações do seu Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e baixe novas tarifas comerciais contra o Brasil contra a gratuidade do Pix, o presidente Lula terá 90% de chance de ser reeleito em outubro.
4. O primeiro irmão
Único ministro já anunciado de um eventual governo Flávio Bolsonaro, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro arranjou no sábado (4) uma briga na plataforma X com o principal cabo eleitoral do irmão em Minas Gerais, o deputado Nikolas Ferreira, criticou publicamente a madrasta Michele Bolsonaro por não apoiar a candidatura de Carlos Bolsonaro e defendeu que o governo Trump ameace intervir militarmente no Brasil com a decretação de que CV e o PCC são organizações terroristas.
Foi de Eduardo Bolsonaro a ideia para que Flávio Bolsonaro viajasse para os EUA para realizar um desastroso discurso na conferência do Maga (“Make America Great Again”). Aos trumpistas, Flávio Bolsonaro apelou que os EUA “monitorem a liberdade de expressão” do povo brasileiro e “apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem corretamente”.
É uma amostra de como será Eduardo Bolsonaro como ministro das Relações Exteriores.
5. A dívida com Toffoli
É impagável a dívida do candidato Flávio Bolsonaro com o ministro do STF Dias Toffoli. Em julho de 2019, quando o primeiro era filho do presidente da República e o segundo presidente do Supremo, Toffoli suspendeu todas as investigações sobre corrupção de Flávio Bolsonaro baseadas em dados sigilosos compartilhados pelo Coaf e pela Receita Federal com o Ministério Público sem autorização prévia da Justiça. Até aquele momento, não havia essa exigência. Quatro meses depois, o ministro Gilmar Mendes usou o argumento de Toffoli para anular os relatórios do Coaf que embasaram a denúncia contra Flávio Bolsonaro, porque não haviam sido autorizados antes pela Justiça. Pela intervenção direta de Toffoli, Flávio Bolsonaro não deve nada à Justiça.
Desconhecido fora do Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro ganhou manchetes pela primeira vez na vida em dezembro de 2018, às vésperas da posse de Jair Bolsonaro como presidente. Apurando suspeitas de lavagem de dinheiro de vários deputados estaduais do Rio de Janeiro, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) detectou movimentações financeiras atípicas de R$ 1,2 milhão nas contas do ex-policial Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro como deputado estadual. O Ministério Público descobriu que Queiroz e Flávio Bolsonaro comandavam um esquema de “rachadinha”, o mais antigo esquema de corrupção da política brasileira. Consiste em contratar assessores — que trabalham ou não trabalham — para que eles devolvam parte ou todo o salário ao parlamentar que os contratou.
Queiroz é um velho amigo de Jair Bolsonaro, que o colocou no gabinete do filho. As investigações mostraram que Queiroz recolhia parte do salário dos assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro, alguns deles seus parentes. Os assessores depositavam dinheiro nas contas de Queiroz. Os dados do Coaf mostraram não só as entradas, mas também as saídas. Entre elas estava um cheque de R$ 24 mil de Queiroz para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Em abril de 2020, o então ministro da Justiça, Sergio Moro, deixou o cargo acusando o presidente de tentar interferir na investigação da Polícia Federal para proteger Flávio Bolsonaro. Em outubro de 2020, o Ministério Público do Rio denunciou Flávio Bolsonaro, Queiroz e mais 15 pessoas pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação do esquema mostrou uma preferência dos Bolsonaros por dinheiro vivo. Flávio Bolsonaro era sócio de uma franquia de chocolates da Kopenhagen no shopping Via Parque, no Rio. O Ministério Público descobriu que a loja recebia grandes volumes de depósito em dinheiro em datas coincidentes com o pagamento dos assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro. Em vários meses, esses depósitos eram maiores que o faturamento da loja. Chamou a atenção que os depósitos não cresciam na temporada da Páscoa, como ocorre em todas as lojas de chocolate do resto do mundo.
Durante a investigação, o MP descobriu que Flávio comprou dois apartamentos em Copacabana em 2012 por R$ 310 mil, pagos em cheque, e registrados em cartório por esse valor. Contudo, o MP descobriu também que, no dia da compra, o vendedor dos imóveis depositou R$ 638 mil em dinheiro vivo numa agência bancária perto do cartório.
Em 2021, Flávio comprou uma casa de 936m², num terreno de 2.400m², no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, por R$ 5,97 milhões. Pagou R$ 2,8 milhões e financiou R$ 3,1 milhões no BRB por 30 anos, com juros anuais de 3,7% mais IPCA. Além de os juros estarem abaixo dos praticados no mercado, a renda declarada de Flávio Bolsonaro à época, apenas como senador, não permitia financiar valor tão alto. Mas o empréstimo foi feito no BRB na gestão de Ibaneis Rocha, aliado dos Bolsonaro. Flávio Bolsonaro quitou o imóvel em 2024.
Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça acolheu um recurso da defesa de Flávio com base no argumento de que a investigação no Rio deveria ter sido conduzida por desembargadores do Tribunal de Justiça, não por um juiz de primeira instância.
As decisões encerraram o caso.
Toffoli tem uma relação de amizade com Jair Bolsonaro. Os dois se conheceram em viagens para a Amazônia no começo do século, quando o ministro era assessor parlamentar do PT e Bolsonaro um deputado de quarto escalão. Nos dois anos como presidente do STF, Toffoli foi o líder do governo na Corte e durante as tensas eleições de 2022 era um dos raros ministros que seguia frequentando o Palácio do Alvorada. Flávio Bolsonaro herdou a boa relação e deu sinais contraditórios sobre o envolvimento de Toffoli no escândalo Master.
Pressionado pelo PL, Flávio Bolsonaro assinou o pedido de impeachment de Toffoli, mas logo depois alertou aos autores do projeto, os senadores Magno Malta, Eduardo Girão e Damares Alves, que um impeachment agora daria ao PT mais uma vaga no STF. Flávio Bolsonaro também assinou a CPI do Master, mas ato contínuo afirmou que a CPI seria um “ato de covardia ou conveniência” contra o STF e negou que sua assinatura significasse apoio à estrutura original da investigação.
A última postagem de Flávio Bolsonaro na plataforma X sobre Dias Toffoli é de maio 2020. É um agradecimento.
6. O Congresso aposta em Bolsonaro
A janela partidária é a mais importante pesquisa do primeiro semestre porque mostra quais as legendas que os deputados acham mais seguras para conseguir se reeleger. A janela deste ano mostra que o Congresso é Bolsonaro na cabeça.
Levantamento do GLOBO mostra que o PL ultrapassou 100 deputados, recuperando o tamanho que tinha no início da legislatura. O saldo do mês de troca-troca na Câmara:
- A força de ter um candidato a presidente repetindo o número do partido na propaganda fez o PL ganhar 15 deputados em um mês, uma demonstração de força do bolsonarismo.
- O PT perdeu a deputada Luizianne Lins e não trouxe ninguém.
- O União Brasil, que deve ficar neutro na campanha presidente, perdeu 15 parlamentares e corre o risco de ser engolido pelo PP.
- Fracassou a intenção do PSD de se tornar a grande força do Congresso. O partido ficou com os mesmos 47 deputados.
- O PDT perdeu 10 deputados e pode não fazer a votação mínima em outubro.
- Com as filiações de Rodrigo Pacheco e Simone Tebet, o PSB pode virar o epicentro de uma frente da esquerda não-petista.
7. A cristianização, 76 anos depois
Silêncios dizem muito em campanhas eleitorais. Na terça-feira (31), enquanto Ronaldo Caiado discursava no lançamento de sua pré-candidatura à Presidência, dois senadores do PSD esbravejavam em off para jornalistas contra a escolha. Naquele dia, quatro dos sete governadores do partido silenciaram sobre Caiado em suas redes sociais. Os líderes do partido na Câmara e no Senado também emudeceram.
Dois dos quatro governadores silenciosos do PSD vão apoiar Lula da Silva e outro vai de Romeu Zema. Omar Aziz, que será candidato ao governo do Amazonas, e Eduardo Paes, ao do Rio, são próximos de Lula a. Os candidatos a deputado e senador do PSD apoiarão Lula ou Flávio Bolsonaro, a depender de posturas pessoais e do cenário em seus estados.
São inúmeros os exemplos históricos de candidatos abandonados por seus partidos na campanha. O processo doloroso é chamado de cristianização, em referência a Cristiano Machado, lançado candidato à Presidência na eleição de 1950, mas abandonado pela cúpula do seu partido, que preferiu apoiar a volta de Getúlio Vargas, do PTB. Coincidência histórica, o partido que abandonou Machado também se chamava PSD. 76 anos depois, Ronaldo Caiado é cristianizado pelo PSD.
8. Siga os jatinhos
Há mais coisas no ar do que só aviões de carreira. O jornalismo não vive mais só do “siga o dinheiro”, a frase crucial do filme “Todos os Homens do Presidente”, mas também “siga os jatinhos”. Graças ao reportariado, sabe-se agora que os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques embarcaram em aviões particulares do grupo Vorcaro. A lista de convidados da “Aerovorcaro” no Senado e na Câmara é mais extensa.
9. Fique atento
- A guerra no Irã entra na sexta semana. No domingo (5), Donald Trump publicou nova ameaça de ataques a pontes e usinas de energia iranianas, caso o país não reabra o Estreito de Ormuz. “Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a porra do estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno — é só esperar! Louvado seja Alá”, escreveu na sua rede social Truth.
- Precisou passar a Páscoa para deputados e senadores voltarem a trabalhar presencialmente. Esta primeira semana será tomada pelas contas eleitorais com o troca-troca na janela partidária.
- Depois de quatro meses, chega à Comissão de Constituição e Justiça do Senadoa indicação de Jorge Messias para o STF. Quanto mais rápido for o processo, maiores as chances de aprovação de Messias.
- A CPI do Crime Organizado pretendia ouvir o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha na sessão de terça-feira (6). Na sexta-feira, o ministro do STF André Mendonça liberou Ibaneis de comparecer.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, recebe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) as propostas para o programa de refinanciamento de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O desenho do governo é que os bancos anulem a cobrança de juros das dívidas, refinanciem o valor principal e aceitem como garantia deste novo empréstimo um fundo federal.
- Depois do acordo sobre a importação de diesel, o Ministério da Fazenda tenta mediar a relação da Petrobras com as companhias aéreas. A Petrobras aumentou o preço do querosene de aviação em até 56% e ofereceu um empréstimo para as companhias parcelarem o pagamento. As companhias não gostaram da oferta.
- A Petrobras deve marcar novo leilão de oferta de gás de cozinha, depois de o presidente Lula ordenar o cancelamento da venda do produto 117% acima do preço da refinaria.
- Por ordem dos governadores que assinaram a redução do imposto sobre o diesel, os Procons estaduais preparam ações coordenadas de fiscalização de preços de combustíveis. O preço médio do diesel subiu 24% em um mês de guerra, segundo a Agência Nacional do Petróleo.
- Na quarta-feira (8), o plenário do STF julga duas ações que contestam regras da eleição indireta para governador do Rio de Janeiro. O Rio está sem comando há duas semanas e, por isso, foi incapaz de fechar acordo para reduzir o preço do diesel no estado.
- Você é político, não será candidato em outubro e quer virar ministro? Está fácil. Tem uma vaga na Secretaria de Relações Institucionais que o governo Lula ainda não conseguiu preencher. Trabalho simples: com minoria no Congresso, aprovar o fim da escala 6×1, a lei dos trabalhadores de aplicativos, a MP com multas para empresas transportadoras, a indicação do Jorge Messias para o STF… Moleza.

