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Esporte

Copa 2026: jogadores que taparem a boca em discussões poderão ser expulsos

Por Isto É. 29/04/2026 07:30 Atualizado em 29/04/2026 07:30
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A Fifa anunciou nesta terça-feira, 28 de maio, a implementação de novas regras disciplinares para a Copa do Mundo de 2026, com foco no combate à condutas discriminatórias.

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Jogadores que cobrirem a boca durante discussões ou que deixarem o campo em protesto contra decisões da arbitragem poderão receber cartão vermelho.

O que aconteceu

A entidade máxima do futebol mundial confirmou, em comunicado, que esta regra será uma das duas alterações nas Leis do Jogo introduzidas no Mundial que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, com início no dia 11 de junho e encerramento em 19 de julho de 2026.

A nova regulamentação surge na esteira de uma controvérsia que eclodiu em fevereiro, quando o atacante argentino do Benfica, Gianluca Prestianni, foi acusado de proferir ofensas racistas contra o astro brasileiro do Real Madrid, Vinícius Júnior, durante uma partida da Uefa Champions League. Prestianni teria chamado Vinícius Júnior repetidamente de “macaco” enquanto cobria a boca.

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O jogador argentino negou ter proferido ofensas racistas contra o atleta brasileiro e afirmou ter dito “maricón” (“bicha” em espanhol), mas acabou sendo punido com uma suspensão de seis jogos, sendo três deles em suspenso, por “conduta homofóbica”. Mais detalhes sobre o caso podem ser lidos em: Prestianni é suspenso por seis jogos pela Uefa em caso de racismo contra Vini Jr.

Punições para protestos em campo?

Em outra alteração nas regras a ser implementada na Copa do Mundo, a Fifa informou que também será aplicado o cartão vermelho a jogadores que deixarem o campo em protesto contra uma decisão da arbitragem. “Esta nova regra também se aplicará a qualquer membro da comissão técnica que incite os jogadores a deixar o campo de jogo”, acrescentou a entidade no comunicado.

A Fifa observou que qualquer equipe que provoque a suspensão definitiva de uma partida perderá o jogo por W.O., uma medida que reflete a seriedade com que a entidade tratará interrupções deliberadas de jogos.

A medida é tomada após o caos que ocorreu na final da Copa Africana de Nações deste ano. Naquela ocasião, os jogadores senegaleses, juntamente com o técnico Pape Thiaw e sua comissão, deixaram o gramado em Rabat após a marcação de um pênalti a favor do Marrocos nos acréscimos, que acabou sendo desperdiçado pelo atacante Brahim Diaz. Senegal venceu a final por 1 a 0 na prorrogação, mas teve o título retirado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em uma decisão bombástica anunciada no mês passado.

Contexto dos anúncios da Fifa

As alterações regulamentares foram anunciadas enquanto delegados da Fifa se reuniam em Vancouver, no Canadá, às vésperas do Congresso da organização, marcado para esta quinta-feira, 30 de maio. Este encontro marca a última reunião da entidade máxima do futebol mundial antes do início da Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

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