Início / Versão completa
TUDO AQUI 1

Crítica internacional detona cinebiografia de Michael Jackson: ‘Convencional’

Por Isto É. 22/04/2026 14:51 Atualizado em 22/04/2026 14:51
Publicidade

A aguardada cinebiografia de Michael Jackson chegou aos cinemas cercada de expectativa, mas a recepção da crítica internacional tem sido majoritariamente negativa. O longa Michael, dirigido por Antoine Fuqua, acumula 27% de aprovação no Rotten Tomatoes e 38 pontos no Metacritic, refletindo uma avaliação crítica decepcionante.

Publicidade

Embora o filme prometa retratar a trajetória do artista desde o Jackson 5 até o auge da carreira solo, veículos como VarietyThe New York Times e Rolling Stone apontam problemas estruturais, narrativa superficial e a ausência de temas centrais da vida do cantor.

Narrativa convencional e falta de profundidade

A revista Variety define o filme como uma “cinebiografia luxuosamente convencional”, destacando que a história se apoia em elementos já conhecidos do público, sem oferecer novas camadas sobre o artista.

Segundo a publicação, ao evitar temas mais delicados como as acusações de abuso sexual infantil, o longa acaba criando “um certo vazio em seu âmago”. Ainda assim, reconhece que o filme pode ser envolvente para o público, especialmente por seu caráter nostálgico e pelas performances musicais.

Publicidade

Já o The New York Times reforça essa percepção ao afirmar que a produção segue o modelo clássico das cinebiografias, com uma estrutura previsível e pouco aprofundamento. Para o jornal, o filme “é tão familiar que você consegue prever o desfecho”, funcionando mais como uma sequência de grandes sucessos do que como uma investigação da vida do artista.

Omissões e construção idealizada

Um dos pontos mais criticados pela imprensa internacional é a forma como o filme evita aspectos controversos da trajetória de Michael Jackson.

The New York Times aponta que a narrativa foi reformulada durante a produção e transformada em uma história “inspiradora” sobre superação, deixando de lado conflitos mais complexos. Para o veículo, o resultado é uma versão “plana” do artista, retratado quase como uma figura idealizada.

A revista Rolling Stone, em crítica assinada por David Fear, vai além e classifica o filme como uma espécie de “hagiografia”, termo usado para descrever representações que tratam personagens como figuras quase santificadas. Segundo o crítico, a produção evita qualquer análise mais profunda e prefere “celebrar cegamente” o legado musical do cantor.

Entre espetáculo e estratégia comercial

Outro ponto recorrente nas análises é o uso intenso da trilha sonora como elemento central da experiência.

Rolling Stone destaca que o filme aposta fortemente na nostalgia, utilizando sucessos do artista como principal recurso narrativo. Para o crítico, há uma sensação de que o longa prioriza a memória afetiva do público em detrimento de uma abordagem mais crítica.

Essa percepção também aparece na Variety, que observa que o filme é repleto de montagens musicais construídas para agradar aos fãs, reforçando seu apelo comercial.

Atuações e música salvam a experiência

Apesar das críticas ao roteiro, há consenso entre os veículos sobre alguns pontos positivos.

A atuação de Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, é amplamente elogiada. A crítica destaca sua capacidade de reproduzir não apenas os movimentos e a voz de Michael, mas também sua vulnerabilidade.

Além disso, a trilha sonora, composta por sucessos consagrados é apontada como um dos principais atrativos do longa, funcionando como elemento que sustenta o envolvimento do público, mesmo diante das falhas narrativas.

Crítica negativa, mas potencial de sucesso

Mesmo com a recepção crítica desfavorável, há expectativa de bom desempenho comercial. A força do nome de Michael Jackson, aliada ao apelo nostálgico e à popularidade de sua obra, pode garantir bilheteria expressiva.

A própria Rolling Stone sugere que o filme foi concebido também como um produto voltado ao mercado, mais preocupado em preservar o legado do artista do que em questioná-lo.

A cinebiografia Michael estreia oficialmente nos cinemas brasileiros na quinta-feira, 23.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.