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Brasil

Estudo detecta compostos cancerígenos em pães e ultraprocessados

Por redação. 20/04/2026 08:15 Atualizado em 20/04/2026 08:15
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Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) acendeu um sinal amarelo sobre a segurança de itens básicos da mesa dos brasileiros. O estudo, publicado na revista científica Food Research International, identificou a presença de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs) — substâncias com potencial carcinogênico — em alimentos como pão branco, biscoitos industrializados e farinha de trigo.

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Os HPAs são formados naturalmente durante processos que envolvem altas temperaturas, como a panificação. “O consumo diário desses alimentos leva a uma exposição acumulativa”, explica a pesquisadora Gloria Guizellini, autora do estudo. Segundo ela, mesmo doses pequenas, quando ingeridas continuamente, elevam o risco de alterações celulares a longo prazo.

O paradoxo do integral e o risco dos ultraprocessados
Um dos pontos mais surpreendentes da pesquisa refere-se aos produtos integrais. O estudo revelou que as farinhas integrais podem apresentar concentrações de contaminantes superiores às das versões refinadas. A justificativa está na casca do grão, que fica mais exposta a poluentes ambientais durante o cultivo e acaba preservada no produto final.

Além disso, certos biscoitos industrializados apresentaram níveis de HPAs acima dos limites de segurança estabelecidos por órgãos internacionais, reforçando o alerta sobre os perigos dos alimentos ultraprocessados.

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Como se proteger?
Apesar do alerta, os especialistas da USP não recomendam o corte radical desses alimentos da dieta. O foco deve ser o equilíbrio. Confira as orientações:

Variedade: Evite basear a dieta em apenas um tipo de carboidrato processado.

Moderação: Reduza o consumo de produtos ultraprocessados que apresentem altos níveis de contaminantes.

Fiscalização: O estudo reforça a necessidade urgente de normas brasileiras mais rígidas para o monitoramento dessas substâncias na indústria alimentícia.

Os HPAs são compostos altamente estáveis que permanecem no organismo após a ingestão. Por isso, a recomendação final dos cientistas é que a alimentação seja a mais diversificada possível, priorizando alimentos in natura para diluir os riscos da exposição acumulada.

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