Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Secretaria de Saúde decide ampliar programa Novo Olhar Portowaltense para atender alunos da zona rural
  • Polícia Militar chega a 53 mandados de prisão cumpridos em 2026 no Vale do Juruá
  • Final do Campeonato Cruzeirense de Voleibol será realizada nesta quinta-feira (23) em Cruzeiro do Sul
  • Mailza Assis faz nova rodada de nomeações e exonerações e mexe na estrutura da Saúde
  • Foragidos por estupro, organização criminosa e outros crimes são presos em rodovias do Acre
  • Mais de 10 mil maços de cigarros e carga ilegal são apreendidos em rodovias do Acre
  • Motoristas são presos por embriaguez e uso de drogas durante fiscalização na BR-364
  • Reajuste salarial: No Acre, prefeitura concede aumento de 5,4% para professores em 2026
  • Seca extrema no Acre pode chegar antes do previsto e preocupa: “Rio pode chegar a cota zero”
  • Inscrições para estágio no governo do Acre terminam nesta quarta, 22; bolsas chegam a R$ 1,2 mil
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
quarta-feira, abril 22
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»internacionais

Extensão de cessar-fogo revela posição frágil de Trump em negociação com Irã

Por Redação Juruá em Tempo.22 de abril de 20266 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

Horas antes do fim do prazo dado por ele mesmo para um cessar-fogo na guerra contra o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a extensão por tempo indeterminado da trégua, para que os iranianos apresentem uma proposta unificada. Foi o desfecho, ao menos temporário, para um perigoso impasse sobre o futuro do conflito, e que marcou ao menos o sétimo recuo de Trump em uma guerra na qual se declara vencedor.

Até as primeiras horas da terça-feira, havia a expectativa de que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, embarcaria rumo a Islamabad para chefiar a segunda rodada de negociações com o Irã, tal como o fez há cerca de duas semanas. Nos bastidores, os americanos acreditavam que ao menos uma extensão da trégua seria obtida à mesa.

Segundo iranianos e paquistaneses, a trégua terminaria às 21h desta terça-feira, pelo Horário de Brasília, enquanto os EUA consideravam que a pausa seria válida até a noite de quarta-feira. Não estava claro o que aconteceria se o prazo terminasse sem acerto. Na véspera, Trump disse ser “extremamente improvável” concordar com mais tempo para a diplomacia, e sugeriu que poderia atacar alvos do setor de energia e instalações civis.

Mas no final da tarde de terça, ele estendeu o cessar-fogo por tempo indeterminado.

“Considerando que o governo do Irã está seriamente fragmentado, o que não surpreende, e a pedido do marechal de campo Asim Munir e do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, do Paquistão, fomos solicitados a suspender nosso ataque ao Irã até que seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada”, escreveu no Truth Social.

Desde a semana passada, Trump tratava as novas conversas como fato consumado, e chegou a dizer que os iranianos “concordaram com tudo”, se referindo a possíveis concessões em seu programa nuclear, incluindo a suspensão do enriquecimento de urânio e o envio de material enriquecido aos EUA. Ele prometeu um acordo “melhor” do que o assinado em 2015 por Barack Obama, que conseguiu impor limites às atividades nucleares iranianas, até ser rasgado pelo republicano em 2018. Sempre que possível, declarava-se o vencedor da guerra, e travava as críticas como atos de “anti-americanismo”.

“A mídia de notícias falsas anti-americana está torcendo para que o Irã vença, mas isso não vai acontecer, porque eu estou no comando!”, escreveu no Truth Social, na segunda-feira à noite. “Assim como essas pessoas antipatrióticas usaram cada grama de sua força limitada para me combater nas eleições, elas continuam fazendo o mesmo com o Irã.”

Não se sabe o que foi discutido nos bastidores, mas em público Teerã jamais confirmou sua participação nas conversas em Islamabad. Representantes do regime dizem que não pediram a extensão do prazo.

— Ao longo das negociações, Trump se comportou como se os americanos estivessem vencendo a guerra, e como se isso lhes permitisse extrair concessões do Irã, o que é uma visão muito questionável — afirmou Maurício Santoro, professor de Relações Internacionais e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha, ao GLOBO. — Ao menos do ponto de vista econômico, o Irã demonstra uma capacidade maior de influenciar os acontecimentos do que os EUA. Um exemplo é o fechamento do Estreito de Ormuz.

Irã aperta controle sobre Estreito de Ormuz e impõe vitória estratégica no conflito contra os EUA e Israel — Foto: Editoria de Arte/O Globo
Irã aperta controle sobre Estreito de Ormuz e impõe vitória estratégica no conflito contra os EUA e Israel — Foto: Editoria de Arte/O Globo

A passagem, por onde em tempos de paz trafegam 20% das exportações globais de petróleo e gás, está praticamente fechada pela Guarda Revolucionária desde o início de março, e nem as ameaças de Trump forçaram sua reabertura. No começo do mês, ele disse que “uma civilização iria morrer” se não houvesse um acordo para reabrir o estreito. A fala, considerada por si só um crime de guerra, angariou críticas até em sua base mais fiel nos EUA, e levou ao cessar-fogo temporário de duas semanas, agora ampliado indefinidamente.

Na semana passada, Trump determinou um bloqueio naval aos portos iranianos e a todas as embarcações de bandeira do Irã, que desviou dezenas de navios e foi além de simples alertas. No domingo, um navio cargueiro no Golfo de Omã foi atacado e capturado, e nesta terça-feira, um petroleiro foi abordado no Oceano Índico. Segundo diplomatas, neste momento o bloqueio é o ponto mais sensível das conversas, e deixou à mostra fissuras na República Islâmica, mencionadas pelo republicano no Truth Social.

A Guarda Revolucionária expôs publicamente a insatisfação com o anúncio feito pelo chanceler, Abbas Araghchi, na sexta-feira passada, de que Ormuz estava “completamente aberto”, apesar do bloqueio naval. Araghchi foi criticado na imprensa oficial, suas declarações retificadas e, no sábado, o estreito voltou a ser fechado a quase todos os navios. Desde então, o país passou a condicionar sua ida a Islamabad ao fim do bloqueio. Segundo o portal Axios, os paquistaneses pediram a pausa para dar tempo ao novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, dar ordens claras e uniformes aos negociadores, o que pode acontecer até quarta-feira. Mas por enquanto, as restrições seguem em vigor

“Ordenei que nossas Forças Armadas continuem o bloqueio e, em todos os outros aspectos, permaneçam prontas e aptas, e, consequentemente, estenderei o cessar-fogo até que sua proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra”, escreveu no Truth Social.

O Irã não se pronunciou até a noite de terça-feira. Em despacho, a agência Mehr News disse que o republicano foi “forçado a estender o cessar-fogo”. Em análise, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, afirma que o recuo mostra que Trump “perdeu a guerra”. Para Mahdi Mohammadi, conselheiro do presidente do Parlamento, Mohammad Bagher-Ghalibaf, o plano dos EUA é ganhar tempo para um ataque surpresa. Em Washington, assessores da Casa Branca afirmaram privadamente, de acordo com a rede CNN, que os iranianos poderiam usar a ausência de prazos para arrastar as conversas — as negociações para o acordo nuclear de 2015 levaram quase dois anos.

Seja qual for o motivo, uma impressão ficou no ar: a de que o presidente recuou, pela sétima vez, em uma guerra da qual não sabe como sair, quando sua aprovação está no ponto mais baixo do atual mandato, 36%, segundo pesquisa da Reuters. Como escreveu um analista do jornal britânico Guardian, mais um episódio do chamado “Taco”, sigla em inglês para a expressão “Trump sempre amarela”, agora em sua versão persa

— Quando ele inicia esse novo ciclo de guerras contra o Irã, Trump tem problemas para vender isso à sua base eleitoral. As pesquisas mostram que o apoio à guerra é baixo nos EUA, o eleitor está preocupado com a inflação, e isso pode influenciar nas eleições de meio de mandato. — opina Santoro. — Para ele, é complicado equilibrar essas demandas contraditórias, o que ele quer e o que os eleitores esperam dele, e isso leva a um discurso mais descolado da realidade, mais afastado do que acontece no campo de batalha.

Por: O Globo.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.