Uma operação da Polícia Civil prendeu oito pessoas, entre elas seis influenciadores digitais, suspeitos de envolvimento em um esquema de crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro ligado à divulgação do chamado “jogo do tigrinho”, em Boa Vista. A ação foi deflagrada nesta segunda-feira (27).
Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 260 milhões em dois anos. Além das prisões, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, com bloqueio de até R$ 68 milhões em contas bancárias, além do sequestro de bens móveis e imóveis.
Entre os presos estão os influenciadores Raniely Silva Carvalho, conhecida como Raniely Carvalho; Gildázio Cardoso, o “Mulherzona”; Laís Ramos Gomes da Silva; Patrik Adhan; Amanda Lourenço Faria; e Adrielly Vivianny Araújo de Jesus. Também foram detidos Dione dos Santos da Silva e Vitória Reis da Silva.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos e teve início em setembro de 2024. De acordo com o delegado Eduardo Patrício, o grupo atuava de forma estruturada nas redes sociais para atrair vítimas com promessas enganosas de ganhos fáceis.
“Foi identificada uma atuação organizada, com uso estratégico das plataformas digitais para alcançar um grande número de pessoas, causando prejuízos significativos”, destacou o delegado.
A operação também teve como alvos de busca e apreensão a influenciadora Victoria Paixão Barros, a esteticista Juliana Lima do Nascimento e o empresário Ruissian Ferreira Braga Ribeiro, além de uma empresa do setor automotivo ligada a ele.
A defesa de Raniely Carvalho informou que a influenciadora nega qualquer participação em crimes e afirma que sempre atuou com transparência. Já os advogados de Vitória Reis disseram que aguardam acesso aos autos para se manifestar.
Os mandados foram expedidos pela juíza Daniela Schirato, da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas, que também determinou a apreensão de celulares, computadores, documentos e outros materiais relacionados à investigação.

