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‘Lavou lucro de 3 toneladas de cocaína’: PF explica rede chefiada por MC Ryan

Com a prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, na manhã desta quarta-feira (15), durante a Operação Narco Fluxo, a Polícia Federal (PF) revelou como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro liderado pelo artista. Segundo a investigação, o tráfico de cocaína era uma das fontes de dinheiro ilícito. A Justiça ainda bloqueou até R$ 2,2 bilhões em bens de outros 77 alvos da PF. O valor foi calculado com base no suposto lucro do tráfico de mais de três toneladas de cocaína e também nas movimentações financeiras. As autoridades ainda citam um vínculo estrutural do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A PF informou que MC Ryan usava as empresas ligadas à produção musical e a própria fama nas redes sociais para mesclar receitas legítimas com dinheiro ilícito de apostas ilegais, rifas digitais e tráfico de drogas.

Os detalhes sobre o tráfico de drogas foram apurados durante as operações Narco Vela, deflagrada em abril de 2025, e Narco Bet, em janeiro de 2026.

Ainda conforme a PF, MC Ryan foi apontado como o líder do esqeuma de lavagem de dinheiro. Após a lavagem, o dinheiro era reinserido na economia formalç a partir da aquisição de imóveis de luxo, carros de alto padrão, joias e outros itens de alto valor.

Outro nome que foi presa durante a operação é o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da perfil Choquei. Ryan pagava operadores de mídia para publicar conteúdos favoráveis a ele e promover suas plataformas de apostas, indicou a PF.

O artista também teria transferido participações societárias para laranjas, inclusive familiares, para ocultar seu patrimônio.

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