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Martinho da Vila inicia sua ‘última grande turnê’, ao lado de Mart’nália

Por Redação Juruá em Tempo.1 de abril de 20268 Minutos de Leitura
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Martinho da Vila, de 88 anos, diz ser um grande apreciador dos shows da filha, Mart’nália, de 60:

— Ela preenche o palco, ela dança, samba, canta. Eu só faço graça, no final do show eu dou um pulinho (risos). Ela, não. Toca violão, baixo, berimbau… berimbau, eu nem consigo tocar!

E Mart’nália conta aquilo que só o pai é capaz de fazer:

— Só ele que canta com embalo, com o sorriso e embalando todo mundo que está em volta. Basta ele e um pandeiro e todo mundo canta junto. Já vi isso acontecer no mundo inteiro, de chegar lá, ele e o pandeiro, a galera deixar se levar e ficar ali, só com ele.

Confissões em um encontro, segunda-feira, para falar de “Pai e Filha – A última grande turnê de Martinho da Vila. A primeira turnê juntos”, que os põe, com seus espetáculos, suas bandas (e um encontro ao final), em 30 datas pelo Brasil, nos próximos meses.

A abertura será dia 30 de maio, no Vivo Rio (no Rio de Janeiro, ingressos já à venda) e depois segue (em casas e datas a serem confirmadas) por São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Natal e Salvador.

‘Cheiro de infância’

Cerveja em punho, a cantora, compositora e percussionista de sucesso não esconde a alegria.

— É uma visão muito particular, porque eu sempre estive lá dentro, a vontade é de estar lá dentro, é de subir sempre. Mas eu gosto, porque me traz um cheiro de infância, de quando eu ficava só assistindo — diz ela, para quem não poderá faltar, no show de Martinho, o “Canta, canta minha gente”. — E já faz muito tempo que a gente não fica junto. Geralmente é participação em show, vou lá e canto um pedaço. Ou às vezes nem canto com ele, só estamos no mesmo evento. Agora, a gente vai dividir umas canções. Outras eu vou ficar assistindo. A gente vai se curtir bastante.

Entre Campari, cigarrinho e cerveja, Martinho devolve: a música que, por ele, não pode faltar no show de Mart’nália é “Cabide” (“e gosto de cantar com ela ‘De amor e paz’”, acrescenta).

— Vamos cantar sucessos, permeados com as músicas mais ou menos conhecidas. A gente até faz um roteiro, mas aquilo é só para constar, porque a gente é muito de improviso. Às vezes surge uma coisa legal de fazer, a gente vai e faz, né? — conta o cantor, compositor e patrimônio do samba.

Ele conta que sempre “foi contra esse negócio de querer que os filhos seguissem a profissão do pai”.

— Mas ao mesmo tempo eu contradizia, botava as filhas, novinhas, para cantar comigo. Um dia, eu estava fazendo show em São Paulo e deu vontade de ir ao banheiro. Falei assim: “Mart’nália, vai lá, canta!” Aí, começou — ri. — Primeira vez de cara foi uma pesada, estava cheio de gente.

Martinho da Vila e Martnália, que farão uma turnê juntos — Foto: Guito Moreto
Martinho da Vila e Martnália, que farão uma turnê juntos — Foto: Guito Moreto

Terceiro rebento do sambista, depois de Martinho e Analimar, a cantora diz que, com o pai, sempre foi assim mesmo: “Nunca teve teste, sempre foi uma coisa meio ‘vamos ali cantar comigo’.”

— E aí fui indo (risos). A percussão entrou junto com o canto, mas como ele já tinha percussionistas na banda, eu usava a fim de ter alguma coisa para fazer no palco, não achava muita graça em ficar só de lalalá. Achava chato e até hoje acho chatíssimo! Aí peguei um tamborim para poder me firmar e dar uma descansada.

Mart’nália passou do começo dos anos 1980 ao começo dos 2000 como cantora (e percussionista) do pai.

— Não existia um patrão… foi que nem ter o Ivan Lins como patrão (ela fez parte durante um tempo do Batakotô, banda que acompanhou o cantor, pianista e compositor) — conta ela. — Mas não tinha papaizada. Eu era músico igual ao (violonista) Cláudio Jorge, igual a todo mundo. Não tinha essa coisa de ser filha. Era o mesmo horário, o mesmo ensaio, o mesmo dinheiro, a mesma ponte aérea, o mesmo hotel… Aprendi com ele o meu beabá de viagem, de excursão.

Mas era só sair do palco que os dois iam para a farra:

— Acabava tudo, a gente ia beber. Ele sempre teve essa mania de ir nos lugares e ficar um tempo, ele não gostava do bate e volta. Ele queria conhecer os lugares, conhecer as pessoas. Depois, ele voltava onde já tinha conhecido e me levava como filha.

Martinho confirma as lembranças da filha:

— Mesmo hoje, eu não gosto (de passar rapidamente pelas cidades). Antigamente menos ainda, porque tinha muitos lugares que eu não conhecia. Eu falava: “Isso aí não dá para mim!” Aí, eu sempre chegava um dia antes, fazia o show e ficava mais uns dois dias. Se estivesse legal, ainda ficava um pouquinho mais.

Mart’nália teve que sair da banda de Martinho quando gravou o seu segundo álbum solo, “Pé do meu samba” (2002), produzido por Caetano Veloso e Celso Fonseca.

— Eu lembro que o meu pai falou assim: “Agora você vai ter que se virar aí com eles, baiano não dá muito mole para ninguém, se eles te abraçaram, tu vai ter que ir com eles.” E aí me cortou de tudo quanto é show. Fiquei o quê? Dura! — diz.

‘Agora é a estrela da família!’

Martinho vê com orgulho o caminho de sucesso que a filha seguiu:

— Aí, ela foi acontecendo. Foi devagar, aos pouquinhos. Agora é a estrela da família! Eu sou o pai da Mart’nália, não canso de responder.

A longa temporada de “Pai e Filha” será também a despedida de Martinho da Vila das grandes turnês. Uma passada pelo Brasil que vai virar até um documentário.

— Vou fazer esses 30 shows e é isso, mas a vida continua — avisa ele, garantindo que não falta disposição para a turnê. — Às vezes, eu estou meio devagar, não estou muito a fim, mas aí eu chego no palco, a gente recebe logo a energia boa que vem da plateia e a gente manda energia de volta. Aí, nesse momento, aquele lugar é um dos melhores lugares do mundo.

O sambista diz que, quando chegar aos 90 anos, em 2028, quer mais é ficar à toa, “vagabundo”, que nem Dorival Caymmi, “que foi morar em Rio das Ostras”. De longe, ele vê a movimentação de Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão, mais Péricles e Ferrugem, que passarão o ano enchendo estádios, evidenciando o bom momento do samba.

— O samba está sempre em evidência. Às vezes ele sai um pouco da mídia, quando surge um ritmo, algum artista novo, e fica mais recolhido. Mas o samba está rolando em todo lugar. Tudo no Brasil acaba em samba — ensina Martinho.

Mas enquanto os 90 anos não chegam, o compositor está começando a preparar mais um álbum.

— Eu só gravei até hoje um disco apenas com músicas inéditas, foi o meu primeiro, os outros têm umas misturas. Aí, eu resolvi fazer um outro agora — adianta ele, que recebeu recentemente duas letras de Gilberto Gil (ele musicou uma e ainda vai musicar a outra, que deve entregar para Mart’nália) e composições de Nei Lopes, Xande de Pilares, Jorge Ben Jor e Pedro Luís. — Está tudo bem organizado, vou começar a gravar agora em abril.

Ao ouvir a novidade, Mart’nália manda logo o recado: “Vai me chamar para o backing vocal e para o tamborinzinho, né?”

— Ela é estrela, não pode! — alega Martinho, só para ouvir da filha: “Pô, mais uma limada!” — Você podia é me chamar pra fazer backing vocal para você!

Nos intervalos da turnê, pai e filha seguem fazendo seus próprios shows. Mart’nália, por exemplo, tem curtido os de seu mais recente álbum, “Pagode da Mart’nália”, lançado no fim de 2024, em que cantou os sucessos do samba romântico e pop dos anos 1990.

— É diferente por eu estar cantando música dos outros, e pela novidade de estar conseguindo me encaixar ali. Quando eu vou cantar, a multidão canta, claro, a música como ela foi gravada. E eu vou com a minha versão. É muito bom esse embate, é uma confusão boa — jura ela, que também está preparando disco novo. — Estou que nem o meu pai, escolhendo música, experimentando. Já ganhei até uma música de Gil e Martinho da Vila! Vai ser minha levada mesmo, misturando o samba com o meu popzinho.

Por: O Globo.
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