A Região Norte segue como peça-chave na piscicultura brasileira, e o Acre ajuda a contar essa história. De acordo com o Anuário da Piscicultura 2026 da Peixe BR, o Norte produziu 141.165 toneladas de peixes de cultivo em 2025, registrando queda de 1,41% em relação a 2024. É a única região do país com recuo no período, após já ter apresentado desempenho praticamente estagnado na comparação entre 2024 e 2023.
Dentro desse cenário, o Acre aparece na 25ª posição do ranking nacional, com produção de 2.830 toneladas em 2025 — volume inferior ao registrado no ano anterior (3.270 toneladas). A atividade no estado é fortemente baseada em espécies nativas, que representam praticamente toda a produção, enquanto a tilápia ainda tem participação tímida.
Apesar da queda, o Norte mantém relevância estratégica no setor, principalmente pela diversidade de espécies cultivadas e pelo potencial de expansão. Estados como Rondônia, com 55.380 toneladas, e Pará, com 25.980 toneladas, seguem liderando a produção regional, com destaque para sistemas voltados aos peixes nativos — uma característica marcante da piscicultura amazônica.
No cenário nacional, a liderança segue concentrada na Região Sul, que alcançou 360.800 toneladas em 2025, com crescimento de 8,08%. O desempenho é puxado principalmente pelo Paraná, líder absoluto do país com 273.100 toneladas, além de Santa Catarina, que também figura entre os principais produtores.
O contraste entre o avanço de outras regiões e a retração no Norte acende um alerta, mas também reforça a necessidade de investimentos em tecnologia, assistência técnica e logística. Para estados como o Acre, o desafio é transformar o potencial natural em crescimento sustentável e ganho de competitividade no mercado nacional.

