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O que se sabe sobre caso dos adolescentes que morreram após descarga elétrica em igarapé em Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá em Tempo.9 de abril de 20265 Minutos de Leitura
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A morte dos adolescentes Miquéias Oliveira da Silva, de 13 anos, Uallen Souza Rodrigues, de 14, e Osanir Gomes da Silva, de 15, após uma descarga elétrica em um igarapé no interior do Acre, causou comoção e levantou dúvidas sobre o que, de fato, provocou o acidente.

O caso ocorreu na tarde da última segunda-feira (6), no Ramal do Manã, zona rural de difícil acesso em Cruzeiro do Sul, enquanto os jovens tomavam banho após atividades escolares. Familiares acreditam que eles foram atingidos por um peixe-elétrico, conhecido como poraquê.

Contudo, equipes de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) apontam que ainda não há confirmação sobre a origem da descarga.

Abaixo o que já se sabe sobre o caso:

  1. O que aconteceu?
  2. Como foi o resgate das vítimas?
  3. O que dizem as famílias?
  4. Há confirmação sobre a causa da descarga?
  5. O que é o poraquê e como ele age?
  6. Quais cuidados devem ser tomados?

1. O que aconteceu?

Segundo o relato da família, os adolescentes haviam estudado pela manhã e pretendiam retornar à escola no período da tarde de segunda-feira (6). Contudo, antes disso, decidiram ir ao igarapé que fica próximo às casas das famílias e é utilizado com frequência por moradores da região.

Miquéias foi o primeiro a ser atingido. Ao perceberem a situação, Uallen e Osanir tentaram ajudar o amigo, mas também acabaram recebendo a descarga.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, porém Miquéias e Uallen já estavam mortos quando as equipes chegaram ao local. Osanir ainda foi socorrido, mas não resistiu após entrar em parada cardiorrespiratória dentro da ambulância.

2. Como foi o resgate das vítimas?

O atendimento foi dificultado pelo acesso à região. O Samu foi acionado inicialmente com a informação de apenas uma vítima, mas, durante o deslocamento, o chamado foi atualizado para três adolescentes.

Moradores da região levaram os jovens até um ponto de acesso na estrada, onde as equipes conseguiram chegar.

A primeira assistência foi prestada por uma equipe da comunidade Santa Luzia, seguida por uma unidade avançada. Os profissionais tiveram que fazer manobras de reanimação com intubação, mas não tiveram sucesso.

Ainda de acordo com o Samu, os adolescentes apresentavam sinais de afogamento, como presença de líquido nos pulmões e espuma pela boca, o que indica que perderam a consciência ainda dentro da água.

Adolescentes morreram quando tomavam banho em igarapé — Foto: Arquivo pessoal

3. O que dizem as famílias?

Familiares das vítimas acreditam que a descarga elétrica foi provocada por um poraquê, peixe comum na região.

O agricultor Osamir Braga da Silva, pai de Osanir, afirmou que não há fiação elétrica no local e que o igarapé é conhecido pela presença do animal, especialmente em períodos em que ele se aproxima de áreas mais rasas.

Segundo ele, os jovens sabiam nadar e costumavam frequentar o local, para a família não houve afogamento acidental e nem contato com energia elétrica no local.

“A gente conhece o lugar. Não tem fio dentro do igarapé. A fiação passa longe, é alta. Também não foi afogamento, porque eles sabiam nadar, brincavam ali. Na região tem muito poraquê, principalmente nessa época do ano quando eles sobem para áreas mais rasas”, disse.

Osamir Braga da Silva, pai de Osanir Gomes da Silva, de 15 anos, acredita que os adolescentes morreram após a descarga elétrica provocada por um poraquê — Foto: Mazinho Rogério / Rede Amazônica

Ainda de acordo com o agricultor, apesar da presença do animal em pontos próximos, nunca havia sido registrado um caso semelhante a este no trecho do igarapé, que fica perto da casa da família e tem cerca de um metro de profundidade. Abalado, Osemir também relatou que a família ainda tenta lidar com a perda.

4. Há confirmação sobre a causa da descarga?

Apesar do relato da família sobre a presença de um peixe-elétrico, o diretor do Samu Caio Magalhães destacou que ainda não é possível confirmar a origem da descarga elétrica.

“Os populares e familiares falam que foi o peixe elétrico, mas a gente não acredita tanto nessa alternativa, a não ser que eles três estivessem de mão dadas e em contato direto, porque o choque do poraquê é por contato”, explicou.

Diferentemente da família, a equipe considera a possibilidade de contato com fiação elétrica que possa ter atingido a água.

Outra hipótese levantada é a de que a água tenha entrado em contato com alguma fonte elétrica externa, como fiação, que provocou a descarga no igarapé.

5. O que é o poraquê e como ele age?

O poraquê (Electrophorus electricus) é um peixe-elétrico capaz de emitir descargas que podem chegar a até 860 volts.

Segundo o biólogo, mestre e doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela UFSCar, Lisandro Juno Soares Vieira, o animal possui células chamadas eletrócitos, responsáveis por gerar a descarga elétrica.

Esse mecanismo é usado principalmente como defesa e para capturar presas. O especialista ressalta que o peixe não ataca seres humanos de forma intencional e que reage apenas quando se sente ameaçado.

O choque ocorre, principalmente, por contato direto, mas pode atingir pessoas próximas devido ao campo elétrico gerado na água.

Por: g1.
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