O Acre apresentou alta de 3,0% no volume de serviços em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, já com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (14). O resultado vem após uma queda forte de -22,1% no mês anterior.
Apesar dessa recuperação, o cenário geral ainda é negativo: em relação a fevereiro de 2025, houve queda de -8,1%; no acumulado do ano, o recuo chega a -8,7%; e, nos últimos 12 meses, a variação é de -0,5%. Na prática, isso significa que, mesmo com a melhora de um mês para o outro, o setor de serviços no estado ainda não conseguiu se recuperar das perdas recentes.
Já a receita nominal de serviços, que representa o faturamento das empresas, cresceu 5,2% em fevereiro frente a janeiro, também após uma queda acentuada (-25,5%). Ainda assim, os números mostram fraqueza: na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve redução de -1,3%, e no acumulado do ano a queda é de -3,3%. Por outro lado, em 12 meses há alta de 6,1%, o que indica que parte desse crescimento pode estar ligada ao aumento de preços, e não necessariamente a mais serviços sendo prestados.
Na Região Norte, a situação varia bastante de um estado para outro. Enquanto alguns apresentam crescimento, outros seguem em queda. O Acre, com retração de -8,1% na comparação anual, está entre os piores resultados da região.
Esse desempenho está ligado a características da economia local, que ainda é pouco diversificada e tem menor presença em áreas mais dinâmicas, como tecnologia e comunicação. Além disso, a própria pesquisa considera, na Região Norte, principalmente empresas localizadas nas capitais, o que limita o alcance dos dados.
No Brasil como um todo, o cenário é mais positivo. O volume de serviços cresceu 0,1% em fevereiro na comparação com janeiro, mantendo o setor no maior nível da série histórica. Em relação a fevereiro do ano passado, a alta foi de 0,5%, o que representa 23 meses seguidos de crescimento.
Mesmo assim, o ritmo desacelerou. No acumulado de 2026, o crescimento é de 1,9%, e, em 12 meses, de 2,7%. As principais altas vieram de áreas como informação e comunicação, transportes e serviços às famílias, enquanto outros segmentos tiveram queda.

