A Polícia Federal pretende ouvir o comunicador Léo Dias no inquérito que investiga a atuação de influenciadores digitais no chamado caso Master. A apuração busca esclarecer se o banco Master financiou conteúdos contra o Banco Central do Brasil nas redes sociais após a liquidação da instituição.
A Polícia Federal pretende ouvir o comunicador Léo Dias no inquérito que investiga a atuação de influenciadores digitais no chamado caso Master. A apuração busca esclarecer se o banco Master financiou conteúdos contra o Banco Central do Brasil nas redes sociais após a liquidação da instituição.
Os investigadores querem apurar se há relação entre o banco Master e o grupo ligado ao comunicador, incluindo possíveis aportes financeiros e a finalidade desses recursos.
A suspeita é de que valores tenham sido utilizados para financiar a disseminação de conteúdos nas redes sociais com críticas ou distorções sobre a atuação do Banco Central no processo de liquidação do banco, que pertence ao empresário Daniel Vorcaro.
Ligações empresariais
A investigação também aponta possíveis conexões empresariais. Um dos nomes citados é Thiago Miranda, proprietário da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi.
De acordo com dados da Receita Federal, Miranda aparece como sócio-administrador da empresa Léo Dias Comunicação e Jornalismo S.A., além de ter atuado, até 2025, como administrador de outra empresa do grupo.
Os investigadores identificaram ainda que um mesmo número de telefone está vinculado tanto à Miranda Comunicação quanto à empresa de Léo Dias. Em aplicativos de mensagens, o contato aparece associado a um perfil com identificação ligada ao setor financeiro do grupo.
Posição da assessoria
A assessoria informou que Thiago Miranda segue como sócio do Grupo Léo Dias e confirmou que Daniel Vorcaro é investidor no empreendimento.
A Polícia Federal continua a apuração para esclarecer se houve financiamento irregular de influenciadores digitais e eventual tentativa de manipulação de informações envolvendo o sistema financeiro.

