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COTIDIANO

PM pede prisão de policiais por morte de empresário baleado 23 vezes

Por redação. 24/04/2026 07:22 Atualizado em 24/04/2026 07:22
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O comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro pede a prisão de dois policiais militares envolvidos na morte do empresário Daniel Patrício Oliveira, de 29 anos, baleado 23 vezes durante uma abordagem na Pavuna, zona norte da capital fluminense, na madrugada desta quarta-feira, 22. A decisão segue apuração da Corregedoria-Geral e da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que identificaram indícios de homicídio doloso por parte dos agentes.

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O que aconteceu

“O comando da corporação, após apuração de sua Corregedoria-Geral e da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), determinou a prisão em flagrante dos dois policiais militares envolvidos na ocorrência”, informou a Polícia Militar em nota oficial. A defesa dos policiais não foi localizada até o fechamento desta reportagem.

De acordo com a PM, a confecção do auto de prisão em flagrante (APF) está em andamento. Após a conclusão dos trâmites, os militares serão transferidos para a unidade prisional (UP) da corporação, localizada na cidade de Niterói, na Região Metropolitana.

Investigações em andamento

A Polícia Militar afirma que está colaborando integralmente com as investigações da Polícia Civil, que também apura o caso por meio da Delegacia de Homicídios da capital. Inicialmente, a PM havia informado que agentes do 41º BPM (Irajá) faziam patrulhamento na região quando abordaram um veículo. Durante a ação, um homem foi atingido por disparos e não resistiu aos ferimentos. A corporação não detalhou o que motivou a abordagem inicial.

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O que diz a família da vítima?

Já a família de Daniel Patrício Oliveira acusa os agentes de terem atirado contra o empresário sem qualquer motivo aparente. Segundo os familiares, Daniel estaria retornando de uma festa com outros três amigos no veículo no momento exato da abordagem policial.

Em entrevista a um veículo de comunicação, a irmã da vítima afirmou que ele foi alvejado com 23 tiros, contestando a versão de uma ação legítima. “Vinte e três tiros não são ordem de parada. Não houve revide, porque não havia arma dentro do carro. Meu irmão é mais uma vítima do Estado, desse Estado despreparado que atira para matar.”

O corpo de Daniel Patrício Oliveira foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames periciais, que são cruciais para a elucidação completa dos fatos e determinação da dinâmica do ocorrido.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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