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Rubio diz que pode enxergar a “linha de chegada” na guerra contra o Irã

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na noite desta terça-feira (31) que Washington podia ver “a linha de chegada” na guerra com o Irã, que já dura cinco semanas, e que os Estados Unidos terão que reavaliar seus laços com a Otan após o conflito.

“Podemos ver a linha de chegada. Não é hoje, não é amanhã, mas está chegando”, disse Rubio em entrevista ao programa “Hannity” do canal Fox News.

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram o Irã. Teerã respondeu lançando seus próprios ataques contra Israel e os países do Golfo com bases americanas.

Os ataques conjuntos EUA-Israel no Irã e os ataques israelenses no Líbano mataram milhares de pessoas e deslocaram milhões. A guerra também elevou os preços do petróleo e abalou os mercados globais.

Rubio disse que mensagens estão sendo trocadas entre o Irã e os EUA e que existe a possibilidade de um “encontro direto em algum momento” entre os dois lados.

“Há troca de mensagens, há negociações em andamento. Existe a possibilidade de um encontro direto em algum momento”, disse Rubio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que apresentou cronogramas e objetivos variáveis ​​para a guerra, desde a derrubada do governo iraniano até o enfraquecimento de suas forças armadas e influência regional, afirmou na terça-feira que os EUA poderiam encerrar suas operações militares em duas ou três semanas.

Rubio também disse que Washington terá que reavaliar suas relações com a Otan após a guerra com o Irã.

“Em última análise, essa é uma decisão que cabe ao presidente tomar, e ele terá que tomá-la”, disse Rubio.

“Mas eu acho que, infelizmente, teremos que reavaliar se essa aliança, que serviu bem ao país por um tempo, ainda cumpre esse propósito, ou se agora se tornou uma via de mão única, na qual os Estados Unidos estão simplesmente em posição de defender a Europa, mas quando precisamos da ajuda de nossos aliados, eles nos negam direitos de uso de bases e de sobrevoo”, acrescentou ele, referindo-se ao uso de bases militares.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

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