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Trump afirma que Irã pode ser ‘tomado em uma única noite’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 6, que o Irã poderia ser tomado em uma única noite e que “essa noite pode ser amanhã à noite”.

Aos repórteres, o republicano ainda considerou um grande passo a proposta de paz enviado pelo Irã ao Paquistão, visando interromper o conflito no Oriente Médio. Trump, no entanto, ainda assim considerou a iniciativa insuficiente para pôr fim às tensões na região.

Segundo a agência de notícias oficial Irna, a contraproposta do Irã detalha 10 itens, rejeitando um cessar-fogo temporário e enfatizando a “necessidade de um fim definitivo” do conflito. Teerã também exige um protocolo para a passagem segura de navios no crucial Estreito de Ormuz, bem como ressarcimentos pelos danos sofridos e a revogação de todas as sanções impostas ao país.

Em coletiva de imprensa em Washington, o presidente Donald Trump reiterou que, embora seja “um passo significativo”, a contraproposta iraniana “ainda não é o bastante”. O mandatário americano afirmou que “a guerra pode acabar rapidamente se eles fizerem algumas coisas”, sinalizando que espera mais concessões de Teerã.

Trump admitiu ainda que os Estados Unidos enviaram armas para manifestantes no Irã com o objetivo de derrubar o regime vigente na República Islâmica, que já dura quase 50 anos. Contudo, os equipamentos acabaram “nas mãos de outros grupos”, conforme declarado pelo presidente.

Qual a posição iraniana?

Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, havia categorizado a proposta original de 15 pontos do governo Trump como “não aceitável de nenhuma maneira”. Segundo Baghaei, as negociações de paz seriam “incompatíveis com ultimatos e ameaças de cometer crimes de guerra”, refletindo a postura firme de Teerã.

O plano americano, por sua vez, previa um cessar-fogo temporário para viabilizar as tratativas, exigindo de Teerã o compromisso de não desenvolver armas nucleares e a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow. Adicionalmente, o plano demandava o encerramento do financiamento a grupos aliados no Oriente Médio, a limitação do programa de mísseis balísticos e a liberação da navegação no Estreito de Ormuz.

Ameaças e ultimatos persistem

No último domingo (5), Donald Trump havia dado um ultimato ao Irã, afirmando que o país teria até esta terça-feira (7) para “abrir o estreito”.

Essa declaração veio dias após o presidente ter minimizado a necessidade americana do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o escoamento de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Trump alertou que, caso Teerã não ceda, as forças americanas estariam preparadas para atacar pontes e usinas de energia no país. O contexto dessas declarações ressalta a complexidade e a volatilidade das relações diplomáticas na região.

*Com informações da Ansa e AFP 

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