O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, debochou do seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e criticou abertamente os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante um almoço privado em uma quarta-feira. A investida ocorreu em meio às reclamações de Trump sobre a recusa dos membros em participar de operações militares no Oriente Médio, reforçando sua postura de cobrança aos parceiros internacionais.
O que aconteceu
- Durante um almoço privado, Donald Trump debocha de Emmanuel Macron e critica aliados da Otan por falta de engajamento militar.
- O presidente americano questionou publicamente o apoio francês no Golfo e ironizou a recusa com imitação de sotaque.
- Trump fez referência a um vídeo viral sobre a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, o que foi classificado como desinformação por Paris.
Em um vídeo divulgado no canal da Casa Branca no YouTube – que foi bloqueado posteriormente –, Trump disse ter perguntado a Macron se poderia contar com o apoio da França. “Liguei para a França, Macron, cuja mulher o trata extremamente mal. Ele ainda se recupera do soco no queixo”, afirmou Trump.
A declaração do então presidente dos EUA, Donald Trump, parecia se referir a um vídeo viralizado no ano anterior, que mostrava Brigitte Macron supostamente empurrando o rosto do presidente francês durante uma viagem ao Vietnã. Na ocasião, o próprio Macron desmentiu o episódio, classificando o vídeo como parte de uma campanha de desinformação.
Continuando seu relato, Trump disse ter afirmado ao presidente francês: “Adoraríamos ter alguma ajuda no Golfo, embora estejamos batendo recordes em eliminar pessoas más e derrubar mísseis balísticos. Adoraríamos ter alguma ajuda. Se possível, poderia enviar navios imediatamente, por favor?”.
Em seguida, o líder americano imitou o sotaque francês ao reproduzir a suposta resposta de Macron: “Não podemos fazer isso, Donald. Podemos fazê-lo após a guerra ser vencida.”
A visão de Trump sobre a Otan
No mesmo contexto de críticas aos aliados, Trump também chamou a Organização do Tratado do Atlântico Norte de “tigre de papel“, um novo ataque à aliança que já havia sido alvo de declarações semelhantes do ex-presidente.
* Com informações da AFP

