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Acre segue entre estados com aumento de casos graves de doenças respiratórias, aponta Fiocruz

O Acre está entre os estados brasileiros que apresentam crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira, 28. A capital Rio Branco também figura na lista de capitais com nível de atividade considerado de alerta, risco ou alto risco para a doença.

A análise, referente à Semana Epidemiológica 20, entre os dias 17 e 23 de maio, mostra que o aumento das hospitalizações por SRAG continua em todo o país e está associado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A.

De acordo com o levantamento, todas as unidades da federação, com exceção de Rondônia, apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Entre elas, o Acre está entre os 20 estados que registram sinal de crescimento na tendência de longo prazo, observada nas últimas seis semanas.

Apesar disso, a Fiocruz aponta que os casos de SRAG associados ao VSR já apresentam tendência de interrupção do crescimento ou queda no Acre. Ainda assim, o estado segue em monitoramento devido ao cenário nacional de alta circulação de vírus respiratórios.

Crianças e idosos são os mais afetados

Segundo o boletim, o vírus sincicial respiratório é o principal responsável pelo aumento dos casos graves entre crianças de até 4 anos. Já entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus tem maior participação nos registros.

Nos jovens, adultos e idosos, a influenza A é a principal responsável pelo crescimento das internações por SRAG.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, alerta para a importância da vacinação neste período de maior circulação viral.

A vacina contra o VSR é destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gestação e protege os bebês nos primeiros seis meses de vida. Já a vacina contra a influenza é indicada para grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades.

Rio Branco está entre capitais em alerta

O boletim também mostra que 15 das 27 capitais brasileiras apresentam atividade de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco e com tendência de crescimento. Entre elas está Rio Branco.

Além da capital acreana, a lista inclui cidades como Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador.

VSR lidera entre os casos recentes

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas pela Fiocruz, o vírus sincicial respiratório respondeu por 47,6% dos casos positivos de SRAG no país. Em seguida aparecem a influenza A, com 22,4%, o rinovírus, com 23,9%, a influenza B, com 4,7%, e a Covid-19, com 2,3%.

Entre os óbitos registrados no mesmo período, a influenza A foi o vírus mais frequente, presente em 51,2% dos casos positivos, seguida pelo rinovírus (17,2%), VSR (13,4%), Covid-19 (9,6%) e influenza B (7,2%).

A Fiocruz recomenda que pessoas com sintomas gripais adotem medidas de prevenção, como higienização frequente das mãos, uso de máscara quando necessário, evitar compartilhar objetos de uso pessoal e reduzir o contato com outras pessoas durante o período de sintomas.

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