Ícone do site O Juruá Em Tempo

Acre tem menor volume de renda do trabalho do Brasil, diz pesquisa

O Acre registrou a menor massa de rendimento mensal do país no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (14). O estado somou R$ 896 milhões em massa de rendimento mensal, ficando abaixo inclusive de Roraima, que registrou R$ 1,079 bilhão.

A pesquisa mede a soma dos rendimentos de todos os trabalhadores ocupados com renda no país. O indicador é utilizado para dimensionar o volume total de dinheiro circulando na economia por meio do trabalho.

Na região norte, o Pará liderou a massa de rendimento, com R$ 8,987 bilhões, seguido pelo Amazonas, com R$ 4,541 bilhões, e Rondônia, com R$ 2,791 bilhões.

O resultado acreano reflete tanto o tamanho reduzido do mercado de trabalho local quanto o rendimento médio mais baixo em comparação com estados mais desenvolvidos economicamente. Dados divulgados pelo próprio IBGE nesta quinta mostram que o Acre registrou rendimento médio mensal de R$ 2.817 no primeiro trimestre deste ano, um dos menores do país.

No cenário nacional, São Paulo concentrou a maior massa de rendimento mensal, com R$ 106,974 bilhões, valor mais de 100 vezes superior ao registrado no Acre. Minas Gerais aparece na segunda posição, com R$ 36,607 bilhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com R$ 35,509 bilhões.

A massa de rendimento é considerada um dos principais indicadores para medir o potencial de consumo e movimentação econômica dos estados, já que representa o total de recursos provenientes do trabalho que circulam mensalmente na economia.

A PNAD Contínua é a principal pesquisa do IBGE sobre mercado de trabalho e renda e acompanha trimestralmente indicadores de ocupação, desemprego e rendimento em todas as unidades da federação.

Sair da versão mobile