A Secretaria de Estado de Saúde do Acre divulgou, neste domingo (24), um boletim epidemiológico confirmando que as mortes de crianças por síndromes respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia, acenderam um alerta na saúde pública do estado em 2026.
O documento oficial aponta que o público infantil responde por 42,4% de todos os óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave registrados até a semana epidemiológica 19, sendo que metade dessas vítimas fatais tinha menos de dois anos de idade.
Esse avanço da letalidade e das internações ocorre em virtude do crescimento das hospitalizações provocadas por vírus respiratórios, com destaque para o Vírus Sincicial Respiratório, o Rinovírus e a Influenza A. De acordo com as autoridades sanitárias, o Vírus Sincicial Respiratório aparece como o principal responsável pelos quadros clínicos de maior gravidade em crianças pequenas e tem impulsionado a ocupação de leitos em unidades de referência.
O levantamento detalha que as notificações se concentram majoritariamente nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, embora municípios como Feijó e Marechal Thaumaturgo também registrem números expressivos. Além disso, a situação na cidade de Feijó é considerada especialmente delicada pelos gestores de saúde, uma vez que o município contabilizou nove mortes pela síndrome neste ano, das quais seis foram de crianças indígenas.
Diante desse cenário crítico, a vigilância epidemiológica manifestou preocupação com a baixa cobertura vacinal no estado, que atinge apenas 35,5% do público de seis meses a menores de seis anos contra a influenza.
Paralelamente, a imunização de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório atingiu somente 19,6%, índice considerado muito abaixo da meta para garantir a proteção de recém-nascidos e evitar que os prontos-socorros continuem sobrecarregados.

