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Atestado de óbito aponta causa de morte do atleta de fisiculturismo Gabriel Ganley

O atestado de óbito do fisiculturista Gabriel Ganley revelou que a causa da morte foi uma cardiomiopatia hipertrófica, doença cardíaca caracterizada pelo aumento anormal da espessura do músculo do coração. A condição pode comprometer o fluxo sanguíneo e dificultar o funcionamento adequado do órgão.

Especialistas explicam que a enfermidade, geralmente de origem genética, pode evoluir de forma silenciosa e apresentar riscos graves quando não diagnosticada. Em situações específicas, hábitos e fatores externos podem contribuir para o agravamento do quadro clínico.

O caso segue sob investigação das autoridades. A Secretaria da Segurança Pública informou que aguarda os resultados finais dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), responsáveis por esclarecer todos os detalhes relacionados à morte do atleta.

Um áudio de um amigo de Ganley revelou os bastidores da morte do jovem, de 22 anos. Na gravação a qual a CNN teve acesso, o amigo diz que Ganley teria aplicado insulina na noite de sexta-feira (22) e que o atleta teve um quadro de hipoglicemia, que acontece quando os níveis de açúcar (glicose) no sangue caem abaixo do normal.

“Ele aplicou insulina ontem à noite. E começou a ter hipoglicemia. E, nessa, ele dormiu. E não pode, tá ligado? (sic) Ele dormiu, não acordou mais”, disse o amigo no áudio.

Segundo a polícia, os amigos tentaram entrar em contato com o influenciador sem sucesso. No sábado (23), um deles foi até a casa de Gabriel na zona leste de São Paulo e o encontrou já sem vida no chão.

“A vítima foi localizada caída no chão da cozinha pelo amigo. Não foram encontrados sinais aparentes de violência no local”, disse, em nota, a SSP.

A insulina é um hormônio essencial produzido pelo pâncreas, responsável por regular os níveis de glicose no sangue. O uso do medicamento em forma injetável é indicado principalmente para pessoas com diabetes, que precisam controlar a taxa de açúcar no organismo.

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