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Candidatura de Flávio Bolsonaro depende da delação de Vorcaro

Por Redação Juruá em Tempo.18 de maio de 202613 Minutos de Leitura
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Sangria desatada

A primeira crise da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro gera dúvidas sobre como ele pretende vencer a disputa de outubro contra um presidente que já disputou seis campanhas e um partido que venceu cinco das últimas seis eleições. O senador Flávio Bolsonaro escondeu por meses de aliados e assessores a sua milionária relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, embora fosse óbvio que a informação viria a público em algum momento. Mesmo depois da reportagem de Paulo Motoryn, Eduardo Goulart, Laís Martins, Andrew Fishman, Cecília Olliveira, Leandro Becker e Mauricio Moraes, do site “Intercept Brasil”, na quarta-feira (13), a reação de Flávio Bolsonaro foi improvisada e seus argumentos frágeis. Na versão de Flávio Bolsonaro, Vorcaro doou mais de R$ 60 milhões para patrocinar o filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, mas o candidato não apresentou o contrato que teria assinado com o Banco Master, nem as prestações de contas da produção do longa-metragem mostrando que o dinheiro não foi desviado.

Entre dezembro, quando foi escolhido candidato pelo pai, e abril, quando se encerrou o prazo para Tarcísio de Freitas renunciar ao governo de São Paulo e virar opção na disputa, Flávio Bolsonaro respondeu dezenas de vezes a pergunta “tem alguma denúncia nova?”. Parêntese: o “nova” no caso significava algum possível escândalo que não as já conhecidas relações do senador com milicianos no Rio e o desvio de dinheiro de servidores públicos, a “rachadinha”, nos tempos de deputado estadual. Fecha parêntese. Flávio negou uma, duas, trinta vezes. Por isso é que na quarta-feira à tarde, depois da publicação do “Intercept Brasil”, pouca gente acreditou quando ele jurou mais uma vez que sua relação com Vorcaro se limitava ao patrocínio para o “Dark Horse”.

É uma sangria desatada. Sem tornar público o suposto contrato do Master e a prestação de contas da produtora do filme, o futuro da candidatura de Flávio Bolsonaro depende da delação premiada de Daniel Vorcaro, preso desde março e perto de uma condenação de mais de 20 anos. Se o banqueiro der uma versão diferente sobre o motivo da sua generosidade, a candidatura entra na zona de risco.

De acordo com a versão apresentada pelo próprio candidato, eles se conheceram em dezembro de 2024, quatro meses depois de Ciro Nogueira ter apresentado no Senado a emenda que quadruplicava os valores do Fundo Garantidor de Crédito, ampliando a capacidade de fraude do Banco Master. As contribuições teriam começado em maio de 2025, quando o Master já era investigado pela Polícia Federal, e foram até um dia antes da primeira prisão de Vorcaro, em novembro.

Alianças políticas implicam uma sinceridade cúmplice entre os envolvidos, em especial sobre os riscos a serem enfrentados na campanha. O senador não respeitou esse pacto, um pecado capital na política. A quebra da relação de confiança com líderes do PL, PP, União Brasil e Republicanos foi um dos motivos para vários deputados discutirem nos bastidores a substituição do candidato por sua madrasta, Michelle Bolsonaro. É enorme a mágoa no PP pelo comportamento distante que Bolsonaro teve dias atrás com as denúncias contra o presidente do partido, Ciro Nogueira, investigado pela Polícia Federal acusado de apresentar um projeto no Congresso a favor do Banco Master em troca de um mensalão de R$ 300 mil a R$ 500 mil de Daniel Vorcaro.

A um presidente de partido, Bolsonaro se justificou dizendo que se avisasse antes, os políticos teriam vazado a informação para forçar a família a aceitar Tarcísio de Freitas como candidato. A quebra da confiança vai demorar a cicatrizar.

Nesta sexta-feira (22) sai pesquisa Datafolha apurando os efeitos imediatos do contrato de Vorcaro com os Bolsonaros, inclusive testando a hipótese, hoje improvável, de substituição de Flávio por Michelle. No final do mês, com a sedimentação da informação sobre a relação Vorcaro-Bolsonaro, as pesquisas vão ganhar mais peso. Por exemplo, se a partir de junho surgir a hipótese de uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno a pressão por uma guinada será gigante.

Se não houver fatos novos, no entanto, a polarização pode devolver competitividade para Bolsonaro. Faltando mais de quatro meses para o primeiro turno, o antipetismo é forte o suficiente para perdoar a falha de qualquer candidato que seja competitivo contra Lula.

Segundo a reportagem do “Intercept Brasil”, entre fevereiro e maio do ano passado, Vorcaro usou uma empresa de seu grupo, a Entre Investimentos e Participações, para enviar o dinheiro a um fundo chamado Havengate Development Fund LP, sediado no Texas. O gestor do fundo é Paulo Calixto, advogado do irmão de Flávio, o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Em uma segunda reportagem, o “Intercept Brasil” mostrou que Eduardo assinou como produtor-executivo de “Dark Horse”, com responsabilidades e poder sobre a gestão financeira do projeto.

A PF investiga a hipótese de o dinheiro de Vorcaro não ter sido usado pelos Bolsonaros apenas no filme, mas para sustentar Eduardo nos Estados Unidos ou para bancar o lobby feito por ele pelas sanções contra o Brasil durante o julgamento do pai pelo Supremo Tribunal Federal.

A crise mudou a campanha da oposição. Saiu o “Bolsonaro que tomou vacina” e entrou o candidato que não vai desistir porque tem “o sangue dos Bolsonaros”. Na entrevista à GloboNews, na quinta-feira (14), Flávio Bolsonaro bateu boca com os repórteres, levantou a voz, distorceu fatos e tentou se colocar com a vítima de uma conspiração do PT. Exatamente a mesma fórmula usada tantas vezes pelo pai. Não era mais o senador em busca do voto dos eleitores independentes. Era um candidato tentando evitar que a sua base desgarrasse.

Na sexta-feira (15), à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro reconheceu que seus contatos com Vorcaro não se limitaram ao que foi divulgado pelo Intercept Brasil.

“Pode vazar novas conversas, pode vazar um videozinho mostrando o estúdio que eu posso ter enviado, algum encontro que eu possa ter tido com ele. Foi tudo exclusivamente para tratar somente do filme. Então, não tem nada a esconder. Então, não vai ter surpresinha”, reconheceu. Questionado sobre quantas vezes se encontrou com Vorcaro disse “não saber precisar”.

Um dos principais argumentos de Bolsonaro é que o financiamento do filme “Dark Horse” não envolvia dinheiro público. Há dúvidas. A produtora Go Up Entertainment pertence a uma estrutura de empresas ligadas à empresária Karina Gama, que movimentou R$ 108 milhões da prefeitura de São Paulo, além de outros R$ 2,8 milhões em emendas parlamentares. Na sexta-feira (15), o ministro do STF Flávio Dino ordenou à Polícia Federal investigação sobre o uso das emendas parlamentares para financiar a cinebiografia.

O franco atirador

A reação mais dura à revelação das relações fraternas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro não veio do campo lulista, mas da própria oposição. Em um vídeo postado na quarta-feira à noite, minutos depois da primeira tentativa de explicação de Flávio Bolsonaro, o ex-governador Romeu Zema rompeu suas amarras com o bolsonarismo.

“Ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, disse.

Foi uma declaração corajosa e arriscada. Imediatamente, a guerrilha bolsonarista entrou nas redes sociais para massacrar Zema, como fez antes com outros políticos da direita que tentaram desafiar a família, como João Dória e Joice Hasselmann — ambos terminaram abandonando a política. No sábado (17), sem retirar as críticas, Zema disse que o confronto dele com Flávio era “página virada”.

Estrategicamente, a postura faz sentido. Variando abaixo dos 5% das intenções de voto, Zema só tem como se destacar se tornando uma opção ao bolsonarismo, e não atuando como coadjuvante, como faz o outro candidato da direita, Ronaldo Caiado.

A aposta de Zema é que os diálogos divulgados nesta semana são apenas o início de várias revelações sobre Bolsonaro e Vorcaro. Se essa hipótese se confirmar e a candidatura de Flávio ficar inviável, não é impossível supor que muitos eleitores antipetistas vão procurar outras opções na direita. Nesse cenário, Zema já se colocou como um político que bate em Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro. O desafio será sobreviver aos ataques bolsonaristas nas próximas semanas.

Onde dói

A prioridade zero da família Bolsonaro é negar a suspeita de que parte do dinheiro de Daniel Vorcaro deu para o filme “Dark Horse” teria sido usado para sustentar o exílio do deputado cassado Eduardo Bolsonaro no Texas. Primeiro porque o status migratório de Eduardo Bolsonaro o proíbe de receber dinheiro sob suspeita de origem de corrupção, o que hoje é o caso de cada centavo de Vorcaro. Se for deportado para o Brasil, Eduardo pode ser preso.

O segundo motivo é que se este dinheiro foi usado para sustentar Eduardo nos EUA, Flávio Bolsonaro, que reconhecidamente intermediou a doação, pode ser incluído no inquérito da coação do Supremo Tribunal Federal pelo incentivo às sanções dos EUA durante o julgamento de Jair Bolsonaro. Presidido por Alexandre de Moraes, esse inquérito indiciou Eduardo Bolsonaro e seu escudeiro Paulo Figueiredo.

Outro tipo de cinema

Na semana em que assistiu ao seu maior adversário ser dragado para o escândalo Master, o assunto que mais emocionava o presidente Lula era o documentário “Professor Polvo”, que ganhou o Oscar de 2021.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin — Foto: Gustavo Moreno/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin — Foto: Gustavo Moreno/STF

Botão de autodestruição

A cizânia que reina entre os ministros do Supremo Tribunal Federal é tão danosa quanto os efeitos do caso Master, com suas suspeitas sobre três dos dez integrantes — Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Kássio Nunes Marques. A divisão mantém o tribunal no modo autodestruição.

A colunista Monica Bergamo mostrou na Folha que, na quinta-feira (21), o ministro Gilmar Mendes atacou o presidente da corte, Edson Fachin, na sala do café.

“Está ficando muito feio, Fachin. O (ex-presidente do STF Luís Roberto) Barroso não gostava de perder, mas era mais elegante do que você. Reconhecia o resultado. Você, não. É mau perdedor. Interrompe o jogo e leva a bolinha para casa ao ver que vai ser derrotado”, disse Mendes. Fachin tentou apaziguar, sem sucesso.

O mais recente ponto de discórdia entre os dois foi um despacho que envolve o caso em que Gilmar Mendes usou um processo engavetado desde 2021 para impedir que a CPI do Crime Organizado tivesse acesso ao sigilo da Maridt Participações, empresa da família do ministro Dias Toffoli, que vendeu sua participação num resort a um fundo com negócios com o Banco Master e a J&F.

No despacho, Fachin estabeleceu que petições feitas em casos já arquivados precisam de validação formal de três instâncias administrativas: o coordenador de processamento inicial, o secretário judiciário e a presidência. Apesar de não citar a decisão de Mendes e do tom burocrático e anódio ao estilo Fachin, o despacho foi lido como uma indireta a Gilmar Mendes.

A relação está deteriorada há meses. Fachin e a ministra Cármen Lúcia formam a minoria que quer estabelecer um código de ética para disciplinar as atividades dos ministros fora do Supremo, como palestras e participações em eventos com empresários, advogados e lobistas. Gilmar Mendes é o líder da ala que considera a defesa de um código um modo de enfraquecer o Supremo num momento em que todos os candidatos ao Senado da direita estão em uma cruzada pelo impeachment de um ministro do Supremo.

Unidos entre 2021 e 2025, os ministros do Supremo foram fortes para obrigar o governo Bolsonaro a distribuir vacinas contra Covid-19, resistir ao descrédito das urnas eletrônicas e impedir um golpe depois da vitória de Lula. Divididos, eles transmitem cheiro de sangue ao Congresso e ao bolsonarismo.

Crítica: ‘Olhares Ianques’

A participação do governo dos EUA no golpe de 1964 é pública desde 1976, quando o jornalista Marcos Sá Corrêa publicou no Jornal do Brasil os detalhes da Operação Brother Sam, que previa apoio logístico e militar aos golpistas. No recém-lançado “Olhares Ianques” (editora Companhia das Letras; 352 páginas; livro: R$ 126,26; e-book: R$44,90), o historiador Felipe Loureiro mostra, a partir de 15 anos de pesquisas em documentação diplomática, a dimensão da operação. Enquanto participava de reuniões com os conspiradores, o então embaixador americano Lincoln Gordon pediu a Washington o confisco das receitas brasileiras das exportações de café, o transporte de armas e combustíveis para apoiar as forças golpistas e o envio de um porta-aviões até o litoral para “influenciar indecisos, neutralizar opositores e desestimular qualquer resistência” à derrubada do governo João Goulart. A interferência estrangeira não foi necessária, mas o relato detalhado de Loureiro comprova como os EUA estavam vinculados à conspiração.

Depois do sucesso do golpe de 1964, o livro mostra como a embaixada norte-americana acompanhou a escalada da violência militar. Segundo dados coletados pelos consulados, em dois meses, a recém-chegada ditadura havia prendido mais de 20 mil pessoas apenas nos estados de São Paulo, Guanabara, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás — mais, portanto, do que os cinco mil estimados pelo relatório de 2014 da Comissão Nacional da Verdade.

Os relatos dos diplomatas norte-americanos revelam que, desde o início, o governo dos EUA sabia dos casos de tortura, prisões ilegais e corrupção nos governos militares. Em 1971, de acordo com os documentos diplomáticos, a embaixada tentou evitar que empresas norte-americanas dessem dinheiro para a ação ilegal da Operação Bandeirantes, núcleo do uso da tortura como política de Estado. O pedido feito pelo general Humberto de Sousa Melo, chefe do 2º Exército em São Paulo, em nome do presidente Emílio Garrastazu Médici, foi aceito tanto pelas multinacionais americanas, como pelas empresas brasileiras reunidas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Fique atento

  • Com a convocação da seleção brasileira hoje à tarde, o futebol começa a ganhar a disputa da atenção dos eleitores.
  • Câmara e Senado têm sessões presenciais marcadas para os próximos dias. Mas tudo pode se tornar remoto, a depender do caso Master e da Polícia Federal. Todos os dias, políticos perguntarão se ou quando aparecerá o “videozinho” de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
  • Flávio Bolsonaro programou vários encontros com banqueiros e executivos de corretoras em São Paulo para garantir que segue candidato e que é a única alternativa viável da oposição a Lula.
  • A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado recebe na terça-feira (19) o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre as irregularidades envolvendo o Banco Master. O humor do senador Renan Calheiro com Galípolo está azedo.
  • O deputado Leo Prates, relator da PEC na comissão especial do fim da jornada 6×1, apresenta seu texto na quarta-feira (20). O relatório deve propor um período de transição para a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais. A votação na comissão está prevista para 26 de maio e, no plenário, no dia seguinte.
  • Na quinta-feira (21), ocorre a primeira reunião do Conselho Monetário Nacional com sua nova formação, com os ministros Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento) e Gabriel Galípolo.
  • O Datafolha divulga na sexta-feira (22) pesquisa eleitoral sobre a relação Flávio Bolsonaro-Daniel Vorcaro e o potencial de Michelle como candidata.
Por: Thomas Traumann.
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