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Desastres causaram prejuízo de R$ 3,7 bilhões ao Acre entre 2013 e 2025

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que o Acre acumulou 4.493.677 pessoas afetadas por desastres entre 2013 e 2025, consolidando um cenário de impactos recorrentes provocados principalmente por enchentes e estiagens. No período, o estado também registrou 17 mortes, 46.635 desabrigados e 161.891 desalojados, além de prejuízos superiores a R$ 3,7 bilhões, conforme o estudo técnico “Panorama dos Desastres no Brasil – 2013 a 2025” .

Os números colocam o Acre entre os estados da Região Norte com forte incidência de eventos extremos, acompanhando uma tendência nacional de agravamento. Segundo a CNM, 95,1% dos municípios brasileiros já foram atingidos por algum tipo de desastre nos últimos 13 anos, somando 74.745 decretos de situação de emergência ou calamidade pública.

No Acre, o estudo mostra que o comportamento climático extremo se divide entre períodos severos de estiagem e episódios de excesso de chuvas. Foram 89 decretos relacionados à seca e estiagem, fenômeno que ganhou força na Amazônia nos últimos anos, especialmente durante os eventos climáticos extremos associados ao El Niño de 2023 e 2024. Já o excesso de chuvas provocou 148 decretos de emergência, com impacto direto sobre rios, comunidades ribeirinhas, infraestrutura urbana e áreas rurais .

A análise nacional mostra que a estiagem é o desastre mais frequente no país, com 30.015 registros, concentrados sobretudo no Nordeste, enquanto o excesso de chuvas soma 22.863 decretos, com maior incidência no Sul e Sudeste.

No recorte financeiro, o Acre contabilizou R$ 1,39 bilhão em prejuízos privados, R$ 692,5 milhões em danos públicos e R$ 1,63 bilhão em perdas habitacionais, totalizando R$ 3,72 bilhões em prejuízos acumulados desde 2013 .

Em nível nacional, as perdas ultrapassaram R$ 785,4 bilhões, atingindo principalmente agricultura, pecuária, infraestrutura pública e habitação.

Outro alerta está na estrutura das defesas civis municipais. Segundo a entidade, 68% das prefeituras brasileiras afirmam não estar preparadas para enfrentar eventos extremos, enquanto 57% não possuem sistemas de alerta e quase metade não realizou capacitação técnica recente.

Apesar da escalada dos impactos, a execução orçamentária federal para prevenção e resposta segue baixa. Entre 2013 e 2025, a União autorizou R$ 19,1 bilhões corrigidos pela inflação para proteção e defesa civil, mas pagou apenas R$ 6,15 bilhões, o equivalente a 32,2% do previsto.

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