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Edvaldo Magalhães lembra atuação do Avancard no Acre e relação do cartão com o Banco Master, de Daniel Vorcaro

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) comentou hoje (19), na tribuna da Assembleia, a respeito da possível relação entre o cartão Avancard, que chegou a operar no governo do Acre com empréstimos a servidores públicos, e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

“Sabe qual a plataforma que operava o cartão Avancard? O Banco Master. Quem fez essa negociação? Que favor foi esse? Houve troca de favores para botar a conta de todos os servidores públicos em cima de um negócio de juros altíssimos? Haveremos de saber no curso dessas investigações, porque o telefone do rapaz [Daniel Vorcaro] fala mais que qualquer investigador da Polícia Federal”, lembrou.

Edvaldo Magalhães falou, ainda, que em 2020 o cartão Avancard começou a atuar no Acre a partir de um decreto editado pelo então governador Gladson Camelí que oferecia, além da margem de empréstimos de 35%, mais 15%, comprometendo os salários dos servidores em até 50%.

“Com esse contrato na mão, três meses depois o Estado baixa um decreto alterando a margem consignada dos servidores, botando ali um jaboti bem gordo, que foi a introdução sorrateiramente do desconto para além de 35% podendo chegar a 15% de um cartão de crédito. Isso começou a criar um problema no comércio, à época, e muitos servidores contrataram essas operações. Sabe quanto era o juro mensal em 2022, que foi quando a polêmica se instalou? Era mais de 5% ao mês. Era impagável. Na mão grande se traz um cartão falso, que era de crédito consignado, que nada mais era uma burla consignada, com risco zero de perda. Estavam inviabilizando os servidores públicos”, disse Edvaldo.

Por fim, o parlamentar enfatizou dizendo que foi um decreto legislativo de autoria dele que colocou fim ao assédio do Avancard aos servidores. “Nós aprovamos o decreto e acabamos essa pouca vergonha”.

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