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Acre

Edvaldo Magalhães quer debater segurança nas escolas em audiência na Aleac: ‘acendeu-se uma luz vermelha bem na cara de todos nós’

Por Assessoria. 12/05/2026 12:06 Atualizado em 12/05/2026 12:06
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O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) apresentou nesta terça-feira (12) um requerimento, no âmbito da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), para discutir a respeito das ações de enfrentamento à violência nas escolas. O parlamentar quer ouvir o secretário de Estado de Educação, Reginaldo Prates, a respeito das medidas adotadas até o momento.

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“Eu apresentei um outro requerimento em diálogo com o presidente da Comissão de Educação para que a gente possa organizar uma audiência publica e tratar dos acontecimentos da semana passada. Eu sei que é um assunto que dói na alma de todos nós. Todos nós estamos sob o choque e enlutado com aquele acontecimento. Mas, a Assembleia precisa dar um passo a mais. Juntar aqui todos os atores, o ambiente do diálogo, para tirar as lições daquele episódio. Quais são as iniciativas que estão sendo tomadas? Duas servidoras sacrificaram a própria vida para salvar os alunos. Duas servidoras de apoio, gente muito querida. Meus filhos estudaram naquela escola, Pablo e a Maíra. Ali tem pessoas que tem amor pela Educação. Nós estamos a viver, desafios que estamos a enfrentar, nós não podemos achar que foi um ponto fora da curva”, disse Edvaldo Magalhães, ao citar a tragédia ocorrida no Instituto São José.

O deputado acreano disse ainda que o atentado trouxe à discussão um assunto que está na pauta da sociedade brasileira, que é a segurança nas escolas. “Acendeu-se uma luz vermelha bem na cara de todos nós. E, na vida, quando uma desgraça acontece, quando um problema surge, quando uma tragédia se apresenta, a solidariedade é fundamental, o abraço acolhedor é altamente necessário, mas para a nossa responsabilidade, para que a gente não passe pano para o problema, para que não tenhamos vergonha no futuro de alguma omissão, é preciso tirar consequências desse episódio”.

Ele lembrou que na legislatura passada mais de 300 servidores provisórios do Instituto Socioeducativo (ISE) e Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) foram demitidos. Para o parlamentar, poderiam ter sido aproveitados para agentes de proteção nas escolas.

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“Homens que foram treinados, que vivenciaram dentro das penitenciárias, que tinham uma grande capacidade, experiência acumulada. Por que não aproveita para serem agentes de proteção, inclusive das escolas e do patrimônio público? Era uma saída. Ouvidos de mercador foram feitos para esta proposta. Essa Casa aqui quando teve a tragédia em São Paulo, apareceu um projeto de lei, do deputado Chico Viga, sobre a questão da revista, a compra dos detectores de metais. Não foi comprado nenhum, nenhum para fazer remédio. Não podemos tratar de um tema só quando ele está nas manchetes”, lembrou.

A reunião que deve acontecer no próximo dia 20 vai reunir o Ministério Público do Acre (MPAC), Conselho Estadual de Educação, sindicatos ligados à Educação, além da própria Secretaria de Estado de Educação e as forças de Segurança Pública do Acre.

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