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Empresário dono de lhamas apreendidas no Acre nega irregularidades e diz que levaria para RO

O empresário Wellington Vieira de Araújo, proprietário das lhamas retidas no Posto de Fiscalização da Tucandeira, na BR-364, em Rio Branco, afirmou que os animais têm documentação e que a apreensão foi indevida. Segundo ele, a carga saiu de Brasiléia com destino a Rondônia e seria exibida na 13ª Rondônia Rural Show Internacional, em Ji-Paraná.

Wellington contou que os animais foram enviados ao Acre porque um cliente demonstrou interesse em adquiri-los. No caminho de volta para Rondônia, o caminhão boiadeiro foi parado pelas autoridades. O motorista e um passageiro foram presos pela Polícia Militar, encaminhados à sede da Polícia Federal e soltos pela Justiça Federal durante audiência de custódia.

De acordo com o empresário, parte das lhamas apreendidas são filhotes nascidos no rancho que mantém em Alvorada do Oeste (RO), onde cria alpacas, lhamas, caprinos e ovinos. Os demais animais fazem parte de uma importação regularizada realizada no ano anterior. “Alguns são da importação passada. A origem dele é importada, tenho autorização para fazer a importação, já fiz uma ano passado. Esses animais que estão presos lá [Acre] são nacionalizados, alguns no Brasil, oriundos da primeira importação, e outros nasceram em casa [em Rondônia]. Tem dois que estão na mamadeira, estava guardando para levar para a Rondônia Rural Show”, disse.

Wellington afirmou que tentou apresentar a documentação no momento da apreensão, mas que a abordagem das autoridades não considerou os documentos válidos. “Liguei para o delegado na hora da apreensão falando que os animais têm documentos. Ele ignorou, queria a nota fiscal de origem. Mandei com a data do ano passado, a nota fiscal de importação. Não quiseram, disseram que os animais eram ilegais, tentei argumentar, falei que se quisessem outra nota fiscal eu emitiria. Fiz isso cedo na quinta-feira (21). O delegado atropelou tudo e mandou para o juiz. Estamos fazendo a defesa”, argumentou.

Este não é o primeiro caso envolvendo o empresário e animais no Acre. Em setembro do ano anterior, uma carga com alpacas e lhamas ligada a Wellington foi retida em Assis Brasil por falta de documentação. Na ocasião, os animais ficaram apreendidos por 16 dias, até que o empresário obteve uma liminar judicial para liberá-los.

As lhamas permanecem sob os cuidados da ONG Patinha Carente. A presidente da organização, Vanessa Facundes, informou que os animais estão bem. “Recebemos a visita de um veterinário, estão bem”. Wellington, por sua vez, manifestou preocupação com a alimentação dos animais. “Não está cuidando do jeito que deve ser. Aqui em casa esses animais comem alfafa, ração de qualidade, cuido de várias animais na minha estrutura”, finalizou.

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) informou que o caso passou à alçada federal, com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) responsável por definir as medidas administrativas e sanitárias cabíveis. O Ministério Público Estadual (MPAC) também acompanha o caso. A 1ª Vara da Justiça Federal no Acre sinalizou que a destinação dos animais deve ser definida em breve.

Com informações Tribuna Popular

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