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Estudo identifica parasita causador de doença rara em pacas consumidas no Acre

Por Redação Juruá em Tempo.20 de maio de 20262 Minutos de Leitura
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Um estudo publicado na revista científica Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, uma zoonose considerada emergente na região amazônica.

A pesquisa foi realizada entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN). O estudo integrou a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

Ao longo da pesquisa, os pesquisadores entrevistaram 78 famílias e analisaram 23 fígados de pacas abatidas para consumo humano.

Os resultados apontaram que 48% das amostras apresentavam cistos hidáticos causados pelo parasita.

Risco de transmissão

Segundo os pesquisadores, um dos principais fatores de risco identificados está relacionado à participação de cães nas caçadas realizadas pelas comunidades.

O estudo apontou que a maioria dos animais domésticos consome vísceras cruas das pacas abatidas, o que favorece a disseminação do parasita.

De acordo com os pesquisadores, cães infectados podem eliminar ovos do Echinococcus vogeli no ambiente, contaminando solo, água e alimentos consumidos pelas pessoas.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

Necessidade de prevenção

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, especialmente sobre o manejo de cães e o descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Por: A Gazeta do Acre.
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