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EUA expressam alarme sobre situação na Bolívia enquanto protestos se espalham pelo país

WASHINGTON, 19 Mai (Reuters) – O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, disse nesta ​terça-feira que conversou com o presidente ​da Bolívia, Rodrigo Paz, e está muito preocupado com a escalada da agitação no país, onde protestos contra as medidas de ​austeridade provocaram ⁠instabilidade.

As manifestações, ​que começaram com greves no início de ⁠maio, se transformaram em um ​movimento de alcance nacional envolvendo sindicatos, mineiros, trabalhadores do transporte e grupos rurais. Manifestantes pressionam o ‌governo de Paz a reverter medidas ‌de ​austeridade e a lidar com o aumento do custo de vida, e alguns pedem sua renúncia.

Landau disse em ‌uma conferência organizada pela Americas Society/Council of the Americas (Sociedade das Américas/Conselho das Américas) que tinha a esperança e a expectativa de que outros países sul-americanos se unissem para repudiar o que ele descreveu como um “golpe” que poderia colocar em risco governos democraticamente eleitos.

“Estou muito preocupado com a Bolívia”, disse Landau, descrevendo ‌sua ligação com Paz. “Quero dizer, não é possível que, você sabe, você tenha um processo democrático em ​que ele foi eleito esmagadoramente pelo povo boliviano há menos de um ano ‌e agora você tem manifestantes violentos bloqueando as ruas”, disse Landau.

“Não se enganem sobre isso. Esse é um ‌golpe que está sendo ‌financiado por essa aliança profana entre a política e o crime organizado ⁠em toda a região”, disse ele.

Diversos bancos bolivianos fecharam temporariamente suas agências na cidade de La Paz nesta terça-feira por questões de segurança em meio à escalada dos distúrbios contra ​o governo de ​Paz, que assumiu o poder em novembro, pondo fim a quase duas décadas da esquerda no poder.

Landau disse que o governo Trump trabalha para garantir que as forças antigovernamentais e anti-institucionais não prevaleçam.

“Eu odiaria ver, você sabe, essa abertura tão promissora ir por água abaixo”, ⁠disse. “É ruim para todos os países das Américas ver esse ​tipo de incivilidade.”

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