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Juiz vira alvo de novo processo no CNJ por suspeita de venda de sentenças e lavagem de dinheiro

O juiz do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), Aluízio Ferreira Vieira, passou a responder a um novo Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão foi tomada por unanimidade nesta terça-feira (26), durante a 8ª Sessão Ordinária de 2026.

O magistrado é investigado por suspeitas de venda de sentenças judiciais e lavagem de dinheiro. As apurações estão relacionadas à Operação Fullone, deflagrada pela Polícia Federal em 2024 para investigar um suposto desvio milionário de recursos da Saúde de Roraima. Vieira foi um dos alvos da operação.

Segundo o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, o juiz teria determinado, em julho de 2021, quando atuava na 1ª Vara da Fazenda Pública de Boa Vista, o bloqueio e a transferência imediata de recursos do Fundo Estadual de Saúde para a empresa Olimpo Comércio e Serviços Ltda.

As investigações apontam que a empresa assumiu, sem contrato formal, serviços de lavanderia da rede pública de saúde entre maio e outubro de 2019. Os contratos envolvidos somam mais de R$ 1,5 milhão.

De acordo com o CNJ, a decisão judicial teria sido tomada mesmo após o Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR) suspender cautelarmente os pagamentos devido a indícios de irregularidades. Também foram identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda do magistrado.

O juiz já está afastado do cargo por responder a outro PAD, no qual é investigado por suposto recebimento de vantagens indevidas no exercício da função. O afastamento foi mantido pelo colegiado nesta terça-feira.

Ao votar pela abertura do novo processo, o ministro Mauro Campbell rejeitou o argumento da defesa de que os fatos já estariam sendo analisados no procedimento anterior. Segundo ele, o primeiro PAD envolve decisões relacionadas a outras empresas, além de suposto conluio com um advogado e possível exercício irregular de atividade empresarial agropecuária.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Roraima informou que acompanha o caso e aguarda os desdobramentos do processo, permanecendo à disposição do CNJ.

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