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Kremlin: Rússia pode fazer negócios com EUA se parar de vincular comércio à Ucrânia

Por Reuters. 13/05/2026 11:28 Atualizado em 13/05/2026 11:29
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MOSCOU, 13 Mai (Reuters) – A Rússia está ⁠interessada em projetos econômicos conjuntos com ⁠os Estados Unidos se Washington parar de vincular os laços ‌comerciais a um acordo de paz na Ucrânia, disse o Kremlin na quarta-feira.

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Em seu briefing diário com os repórteres, o ‌porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também reiterou os termos duros para acabar com a guerra, que o presidente Vladimir Putin estabeleceu há quase dois anos e a Ucrânia rejeitou enfaticamente.

Tanto as empresas russas quanto as norte-americanas poderiam lucrar potencialmente com uma série ⁠de ‌investimentos conjuntos e projetos econômicos, disse Peskov.

‘Na medida em ⁠que o lado norte-americano estiver disposto a desvincular as perspectivas de normalização das relações comerciais e econômicas de um acordo ucraniano, ou na medida em que um acordo ucraniano ocorrer, então esperamos que o caminho para a implementação de ​toda uma gama de projetos econômicos esteja aberto’, afirmou ele.

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Putin tem dito que há potencial para que a Rússia ​e os EUA explorem conjuntamente enormes reservas minerais no Ártico, e também aventou a possibilidade de projetos no Alasca.

Seu enviado de investimentos Kirill Dmitriev, uma figura-chave nas negociações entre Moscou e Washington, chegou a propor a construção de um ‌túnel ferroviário ‘Putin-Trump’ sob o Estreito de Bering para ​ligar os dois países.

Por enquanto, no entanto, a Rússia continua sob sanções abrangentes dos EUA, em grande parte ligadas à guerra. Os esforços de Trump ⁠para acabar com ​ela não produziram ​nenhum avanço até o momento, embora tanto ele quanto Putin tenham dito nos últimos ⁠dias que acreditam que o ​fim do conflito está próximo, após mais de quatro anos de intensos combates.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que não acredita que a ​Rússia tenha qualquer intenção de parar a guerra.

Peskov reiterou as condições que Putin estabeleceu em junho de 2024, ​quando disse que ⁠um cessar-fogo e negociações só poderiam ocorrer se a Ucrânia se retirasse do território ⁠que ainda detém em quatro regiões que a Rússia diz ter anexado.

A Ucrânia rejeitou essas condições como absurdas e se recusou a entregar as terras que tem defendido com sucesso desde 2022. Atualmente, a Rússia controla cerca de 20% do país.

(Reportagem de Dmitry ​Antonov)

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