Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou oficialmente que o líquido escuro encontrado no município de Tabuleiro do Norte é, de fato, petróleo cru. O achado histórico aconteceu na propriedade do agricultor Sidrônio Moreira, que foi surpreendido pela substância enquanto perfurava o solo do sítio para um poço em busca de água.
A confirmação do achado levou quase um ano entre o susto inicial e o martelo batido pelos técnicos. Em julho de 2025, a família de Sidrônio percebe a substância e faz o primeiro comunicado à ANP, em março de 2026, em 19 de maio de 2026, a ANP conclui as análises físico-químicas de laboratório. Já em 20 de maio de 2026, o resultado oficial é enviado ao proprietário do terreno e aos órgãos ambientais.
O caso acendeu um alerta de curiosidade na comunidade científica. Os próprios técnicos da ANP admitiram espanto com a descoberta, classificada por eles como altamente incomum. O motivo? O petróleo jorrou a apenas 40 metros de profundidade, uma camada considerada extremamente rasa para esse tipo de mineral.
Para agilizar o processo, a ANP não coletou uma nova amostra no local, mas utilizou o material já colhido pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), instituição que acompanha o agricultor e estuda o fenômeno desde o início.
Próximos passos e impactos ambientais
O laudo também foi encaminhado para a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará (Semace). A partir de agora, o órgão estadual deve avaliar o terreno para traçar diretrizes ambientais e orientar o proprietário sobre como proceder com a área, já que o manuseio e a exposição de petróleo cru exigem cuidados rigorosos de segurança e contenção de danos ao ecossistema local.

