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Lua Azul e “Coração de Escorpião” devem ser vistos neste final de semana

A Lua Azul, nome dado para a segunda Lua Cheia em um mês, e o fenômeno Coração de Escorpião fecharam o céu do mês de maio neste domingo (31). Além disso, também teremos um episódio da microlua.

A segunda Lua Cheia de maio ocorrerá a partir das 5h45 da manhã de 31 de maio, momento que irá atingir a fase cheia.

O mais curioso dos fenômenos é a Lua Azul que, ironicamente, não é azul. Ela ocorre aproximadamente a cada três anos, isso quando a primeira Lua Cheia acontece no primeiro ou segundo dia do mês, pois o intervalo entre um plenilúnio (termo astronômico para Lua Cheia) e outro é de 29,5 dias.

Neste mês de maio, a Lua Azul também será uma microlua. Isso porque estamos em fase de apogeu, quando a Lua está orbitando a Terra em um ponto máximo de afastamento. Quando ela está no ponto máximo de aproximação, no perigeu, torna-se uma superlua cheia.

O astrônomo e professor da UNIFEI (Universidade Federal de Itajubá), Dr. Gabriel Hickel explica que neste dia “teremos a Lua Cheia mais distante de 2026, a 406.135 km da Terra. Será a menor e menos brilhante Lua Cheia do ano. Contudo, dificilmente as pessoas notarão diferença. Visualmente, o satélite parecerá cerca de 12% menor e 25% menos brilhante do que uma superlua.”

Além desses dois eventos raros, também será possível observar a Lua próxima da estrela vermelha Antares, conhecida como Coração do Escorpião. Na região em que se encontra Antares, também uma extensa área da Via Láctea, visível daqui da Terra em locais sem poluição luminosa.

Como e quando observar os fenômenos

Antares poderá ser observada na noite de sábado (30), a partir de uma hora após o pôr do Sol.

Já a Lua Azul, será visualizada de fato no dia 31, mas sua janela ideal de preparo é no nascer da Lua no dia 30 de maio, Toda Lua Cheia nasce quando o Sol se põe e fica no céu durante toda a noite, se pondo no dia seguinte na hora em que o Sol nasce. O ápice da aproximação entre Lua e Antares ocorrerá junto ao pôr da Lua, já no final da madrugada.

Hickel comenta sobre o momento perfeito para observações que “Nos momentos de nascer e ocaso da Lua, ocorre o efeito da “ilusão lunar” que faz com que o cérebro humano interprete que nosso satélite pareça maior do que é. No entanto, são também os momentos para melhores fotos, em composição com a paisagem.”

Se a Lua não fica azul, por que tem esse nome?

O termo que se refere a segunda Lua Cheia do mês é importado dos EUA (Estados Unidos da América), em obras literárias britânicas do século XIX, para descrever a observação da Lua de maneira poética.

Eles acreditavam que havia uma coloração azulada devido à presença de partículas de erupções vulcânicas na alta atmosfera.

Posteriormente, a revista Astronomia Sky and Telescope associou, em 1946, o termo Lua Azul à 2ª Lua Cheia de um mês do calendário ocidental (gregoriano) por um erro de digitação.

A partir da década de 1980, o termo se popularizou nos EUA e, por influência cultural, no resto do mundo.

A Lua só fica realmente azulada em situações atmosféricas extremas, como depois de grandes erupções vulcânicas ou incêndios florestais em larga escala que lançam partículas na atmosfera capazes de filtrar mais a luz vermelha do que as demais cores.

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