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Operação contra núcleo financeiro do Comando Vermelho prende mulher do traficante Rabicó

Uma nova fase da Operação Contenção está sendo realizada nesta sexta-feira por agentes das polícias Civil e Militar, numa ofensiva ao braço financeiro do Comando Vermelho (CV): além do Rio, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão, e prisão em outros cinco estados. Pelo menos 21 pessoas foram presas. De acordo com o g1, entre elas está Raquel Neves dos Santos Mendonça, esposa de Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó — apontado como chefe do tráfico no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo —, que também é alvo da ação, mas que não foi encontrado. A ofensiva contra a facção é realizada um dia após o governo dos Estados Unidos classificar o CV e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Além da capital fluminense, a operação também se estende às cidades de São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti, no Rio. Também são cumpridos mandados em outros estados, incluindo cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.

Segundo a Polícia Civil, a investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) — que durou um ano e quatro meses — apontou “uma sofisticada estrutura criminosa voltada à ocultação, dissimulação e lavagem de recursos ilícitos provenientes do tráfico de drogas”, especialmente no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. O esquema já movimentou, de acordo com a especializada, mais de R$ 453 milhões.

Diálogos entre Rabicó e o principal operador financeiro da facção foram inteceptados: ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem era responsável pela lavagem de dinheiro, gerenciamento de empresas de fachada, movimentações bancárias e utilização de terceiros para ocultar patrimônio e valores ilícitos.

Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, é o principal nome do CV na Região Metropolitana do Rio — Foto: Disque Denúncia/Divulgação

Empresas do ramo de reciclagem e comércio de sucatas eram usadas para transferir milhões de reais diretamente para contas dos criminosos e de empresas controladas por eles.

Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF/Coaf), análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação.

Além de equipes da DRE, a operação mobiliza agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB), do Departamento-Geral de Polícia do Interior (DGPI), do Departamento-Geral de Polícia Técnico-Científica (DGPTC), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e de outras unidades operacionais da Polícia Militar.

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