Início / Versão completa
Acre

Pai de aluna cobra segurança após ataque em escola de Rio Branco: “Vai precisar acontecer em quantas escolas?”

Por A Gazeta do Acre. 05/05/2026 17:04 Atualizado em 05/05/2026 17:04
Publicidade

O ataque a tiros registrado na tarde desta terça-feira, 5, no Instituto São José, no centro de Rio Branco, provocou reação de familiares de alunos e levantou questionamentos sobre a segurança nas escolas. Entre eles, o pai de uma estudante, Jessé Lemos, cobrou medidas preventivas e respostas das autoridades.

Publicidade

“Mas infelizmente tem duas pessoas mortas. O que vão fazer? Vão soltar uma notinha dizendo que foi acaso? Isso nunca mais vai acontecer?”, questionou.

O atentado deixou duas funcionárias mortas e uma criança ferida. O autor dos disparos é um adolescente de 13 anos, que, segundo as informações iniciais, utilizou a arma do padrasto. Há ainda a suspeita de que o jovem possa ter sido vítima de bullying, hipótese que será apurada.

Cobrança por prevenção

Publicidade

Jessé criticou a ausência de ações preventivas nas escolas. “Vai precisar acontecer em quantas escolas do Brasil e quantas escolas aqui do Acre para ter o despertar? Aí vem polícia, vem todo mundo, mas por que não faz um trabalho educativo, antecipado?”, disse.

Ele também relatou o impacto do caso na rotina da família e a insegurança da filha em retornar às aulas. “Eu estou aqui, só Deus sabe como eu estou. A minha filha já não quer mais estudar aqui. Agora ela vai estudar onde?”, afirmou.

O pai ainda levantou dúvidas sobre a segurança em outras instituições de ensino da capital. “Está seguro no Meta? Está seguro no Adventista? Está segura onde? A filha de cada pai que está aqui vai estar segura onde?”, questionou.

Investigação

De acordo com as informações apuradas, o adolescente efetuou disparos dentro da unidade, atingindo fatalmente duas mulheres que trabalhavam no local. Uma criança também foi baleada e encaminhada para atendimento médico.

Após o ataque, o jovem se dirigiu até um batalhão da Polícia Militar, onde se apresentou espontaneamente. A arma utilizada foi apreendida.

As circunstâncias do caso seguem sob investigação. A Polícia Civil deve apurar como o adolescente teve acesso à arma de fogo e quais foram as motivações do crime.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.