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Rio Branco já registra focos de queimadas e Defesa Civil alerta para avanço da estiagem

Os primeiros focos de queimadas já começaram a aparecer em Rio Branco com o avanço do período de estiagem, acendendo o alerta das autoridades ambientais e da Defesa Civil da capital acreana.

O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, coronel Cláudio Falcão, afirmou ao portal A GAZETA, nesta quinta-feira, 28, que o município já monitora áreas com registros de calor e intensifica ações preventivas para evitar que a situação se agrave nos próximos meses.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram avanço nos focos de calor no Acre nas últimas semanas. Entre os dias 1º e 27 de maio, o estado registrou 12 focos de calor, número seis vezes maior que o contabilizado em todo o mês de abril, quando foram registrados apenas dois focos.

O número também já supera todo o mês de maio de 2025, período em que o Acre registrou oito focos de calor. Ao longo de 2026, entre janeiro e 27 de maio, o estado contabiliza 18 focos de calor.

Segundo o levantamento do Inpe, Feijó concentra o maior número de registros em maio, com quatro focos. Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima aparecem com dois focos cada. Porto Walter e Rodrigues Alves registraram um foco cada.

Defesa Civil monitora cenário

Segundo Cláudio Falcão, apesar dos primeiros registros, a capital ainda não apresentou aumento expressivo nos focos devido às ações preventivas realizadas pelo município.

“Infelizmente, nós já registramos alguns pontos, alguns focos de calor aqui em Rio Branco, mas essa diminuição, ela não teve um aumento. Na realidade, é fruto de um trabalho de prevenção”, afirmou.

De acordo com ele, a Defesa Civil já possui um plano de combate às queimadas e novas medidas devem ser lançadas nos próximos dias em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

“A Defesa Civil do município já tem seu plano de combate às queimadas e vai ser lançado. Da mesma maneira que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente também vai lançar o seu plano municipal agora no início da semana”, disse.

El Niño aumenta preocupação

O coordenador também chamou atenção para as condições climáticas enfrentadas pelo Acre neste ano, marcadas pelo início da estiagem e pela influência do fenômeno El Niño, que pode se intensificar nos próximos meses.

“Nós estamos atentos porque agora nós temos o início de uma estiagem e estamos sob o fenômeno do El Niño, que pode se transformar no Super El Niño. Tudo isso vai ficar muito propício às queimadas”, destacou.

Segundo ele, Rio Branco já está há cerca de dez dias sem registro de chuvas e o volume acumulado no último mês ficou abaixo de 80 milímetros. “Tudo isso vai proporcionar o período propício às queimadas, mas nós estamos bem atentos quanto a isso”, concluiu.

Falcão relembrou ainda os impactos registrados em 2024, quando Rio Branco chegou a figurar entre as cidades com pior qualidade do ar do mundo em razão da fumaça provocada pelos incêndios ambientais.

“O trabalho da Defesa Civil e da prefeitura de Rio Branco é muito importante para que não volte a acontecer o que aconteceu em 2024, quando Rio Branco foi a pior cidade do mundo para se respirar”, afirmou.

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