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Rondônia impulsiona avanço na produção de café da safra 2026

A Região Norte deverá ser a principal destaque da safra brasileira de café conilon em 2026, segundo o segundo levantamento da safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. A estimativa aponta crescimento de 19,6% na produção regional, saltando de 2,35 milhões para 2,81 milhões de sacas beneficiadas.

O avanço é puxado principalmente por Rondônia, maior produtor de café da região Norte e um dos principais polos nacionais do conilon. O estado deverá colher 2,77 milhões de sacas em 2026, aumento de 19,4% em relação ao ciclo anterior.

Além do crescimento da produção, Rondônia também apresenta aumento na área em produção, que passa de 40,7 mil para 43,1 mil hectares, enquanto a produtividade média sobe de 56,9 para 64,2 sacas por hectare.

De acordo com a Conab, o bom desempenho das lavouras foi favorecido por condições climáticas adequadas durante grande parte do ciclo, com bom regime de chuvas, temperaturas mais amenas e boas condições fitossanitárias.

O relatório destaca ainda o avanço tecnológico da cafeicultura rondoniense, com adoção crescente de materiais clonais mais produtivos e resistentes, irrigação, fertirrigação, mecanização, análise de solo, correção nutricional e renovação das lavouras.

Outro fator que contribui para o crescimento do setor é a valorização do café no mercado internacional, que tem incentivado produtores a ampliarem investimentos e expandirem as áreas cultivadas.

Segundo a Conab, Rondônia vive forte expansão da cafeicultura, com aumento da implantação de novas áreas e crescimento da demanda por mudas clonais certificadas. Atualmente, o estado possui 121 viveiros registrados para produção de mudas de Coffea canephora.

Os dados mostram ainda que a produção de mudas certificadas no estado saltou de 9 milhões em 2017 para 27 milhões em 2024, acumulando 133 milhões de mudas declaradas no processo de certificação fitossanitária no período.

A colheita do café em Rondônia já começou e deve ganhar intensidade nas próximas semanas, seguindo até agosto. Conforme o levantamento, o pico da colheita deverá ocorrer em junho, mês que concentra cerca de 45% da produção estadual. Maio representa 24% da colheita, enquanto julho deve responder por 17%.

No cenário mundial, a expansão da produção ocorre em meio a uma demanda aquecida. O consumo global de café deve atingir recorde de 173,8 milhões de sacas na safra 2025/26, enquanto os estoques finais mundiais seguem em queda, cenário que ajuda a sustentar preços elevados e favorece novos investimentos na atividade cafeeira.

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