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Saúde fiscal: Acre ocupa 18ª posição em ranking nacional que mede capacidade de investimento

Por A Gazeta do Acre. 02/05/2026 08:16 Atualizado em 02/05/2026 08:16
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Você já ouviu falar na “Regra de Ouro”? Embora o nome pareça complexo, o conceito é simples e fundamental para saber se o governo está gerindo bem o dinheiro público. Em um levantamento recente do Ranking de Competitividade dos Estados (CLP), o Acre aparece na 18ª posição entre as 27 unidades da federação, com um índice de 9,2%.

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Mas o que isso significa na prática para o cidadão acreano?

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Imagine que a administração do Estado é como a gestão de uma casa. A Regra de Ouro existe para proibir que o governo faça dívidas (empréstimos) para pagar contas básicas do dia a dia, como salários de servidores, contas de luz ou aposentadorias.

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É como se você fosse proibido de usar o limite do cheque especial para pagar o supermercado. Pela lei, o dinheiro vindo de empréstimos só pode ser usado para investimentos (obras, compra de equipamentos) ou para pagar outras dívidas antigas.

A situação do Acre

Com uma porcentagem de 9,2%, o Acre encontra-se em uma zona intermediária no ranking nacional. No mapa da competitividade, o estado é superado por vizinhos como Rondônia (16º lugar, com 9,79%), mas apresenta uma situação fiscal bem mais robusta que o Amazonas, que ocupa a última posição do ranking nacional (27º lugar, com 5,01%).

Quanto maior essa porcentagem, maior é a capacidade fiscal do estado. Em termos claros: um estado bem posicionado na Regra de Ouro mostra que tem “fôlego” financeiro para realizar obras e melhorias sem precisar se endividar para manter a máquina pública funcionando.

Sobre o estudo

O estudo, realizado com dados técnicos da Tendências Consultoria e do Siconfi (Tesouro Nacional), utiliza essa métrica para apontar quais estados são mais competitivos e seguros para investimentos. No topo da lista nacional aparece o Espírito Santo (1º lugar), com 21,17%, enquanto o Acre segue o desafio de equilibrar suas contas para subir posições nos próximos anos.

A avaliação do cumprimento dessa regra é feita anualmente, de janeiro a dezembro, servindo como um termômetro de transparência e responsabilidade com o dinheiro do contribuinte.

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