O Instituto São José retomou, nesta segunda-feira (18), as aulas presenciais de forma escalonada, treze dias após o ataque que matou duas servidoras da instituição e abalou a comunidade escolar de Rio Branco. Nesta primeira etapa, voltaram às atividades os alunos do 1º ao 3º ano do turno da manhã, conforme cronograma divulgado pela direção da escola na última semana.
Na entrada da instituição, equipes pedagógicas, profissionais de apoio emocional acompanharam a chegada dos estudantes. Detectores de metais e presença policial passaram a integrar a rotina do colégio após a tragédia registrada no último dia 5 de maio.
Entre os pais presentes no retorno das aulas estava Edilson Dávila, pai de uma aluna do Instituto São José. Em entrevista, ele afirmou confiar na condução adotada pela escola após o atentado.
“Eu participei das reuniões, eu acredito muito nessa comunidade, nos profissionais que aqui estão, na forma como eles estão conduzindo todo o processo, com seriedade. Então eu tô muito confiante que vai dar tudo certo”, declarou.
Apesar da dor ainda presente entre as famílias, Edilson afirmou acreditar que a comunidade escolar conseguirá superar o trauma vivido nas últimas semanas. “Se Deus quiser, a gente vai superar esse momento que estamos atravessando. Vamos sair mais fortalecidos de toda essa dificuldade. Vamos vencer juntos”, disse.
O retorno das aulas ocorre em meio a uma série de mudanças implementadas pela instituição e pelo poder público após o ataque. Além do reforço policial, a escola passou a contar com detectores de metais, protocolos de controle de acesso e ações de acolhimento psicológico para estudantes, professores e familiares.
A direção do Instituto São José informou que a retomada das atividades será gradual ao longo da semana, com atividades pedagógicas leves, momentos de escuta e convivência voltados ao processo de reconstrução emocional da comunidade escolar.
O ataque ao Instituto São José ocorreu na manhã do dia 5 de maio, quando um adolescente de 13 anos entrou armado na escola utilizando uma pistola calibre .380 e efetuou disparos dentro da unidade de ensino.
As servidoras Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, morreram após tentarem conter o adolescente e proteger estudantes e funcionários da escola. Outras duas pessoas ficaram feridas, incluindo uma estudante.
O caso provocou forte comoção no Acre e mobilizou autoridades estaduais, equipes do Ministério da Educação, forças de segurança e profissionais de saúde mental em ações voltadas ao acolhimento da comunidade escolar e prevenção de novos episódios de violência.

