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Política

Zema diz que pretende rever Bolsa Família para evitar ‘geração de imprestáveis’

Por O Globo. 04/05/2026 09:28 Atualizado em 04/05/2026 09:28
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Pré-candidato ao Planalto e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) afirmou neste domingo que tem a intenção de rever o programa Bolsa Família para evitar uma “geração de imprestáveis”. Em entrevista ao programa Canal Livre, na Band, ele também disse que existem vagas disponíveis com carteira assinada no mercado de trabalho, mas que “marmajões” preferem ficar em casa, usando as redes sociais, assistindo a Netflix e recebendo auxílio do governo.

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— Bolsa Família e programas sociais são importantíssimos. Nós vamos manter para quem precisa. Sabemos que tem muita fraude, que eu vou combater. E também não vou pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando uma geração de imprestáveis — disse na ocasião. — Há vagas com carteira assinada, e marmanjão fica em casa, nas redes sociais, na Netflix, e prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo, e de vez em quando, faz um bico para complementar a renda.

Ao ser questionado se o beneficiário precisará aceitar um emprego para não perder o acesso ao programa, Zema respondeu que a pessoa receberá uma lista de propostas de emprego e só poderá recusar uma delas. O ex-governador também afirmou que há, atualmente, um “incentivo à informalidade”, favorecendo que beneficiários possam apenas fazer alguns “bicos” para complementar a renda, sem abrir mão do auxílio.

— Hoje nós temos um incentivo a essa informalidade, à perpetuação desta situação, em que o pai já viveu assim e o filho está aprendendo a viver. Ele ganha com os bicos mais R$ 1.000, não tem nenhum compromisso com horário e aprendizado. Daqui a 10 ou 15 anos, ele continuará totalmente desqualificado como está hoje — disse.

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No final de semana, o ex-governador respondeu a críticas online após dizer, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda na última sexta-feira, que crianças poderiam “ajudar” em trabalhos considerados “mais simples”. Após a repercussão da declaração, Zema defendeu “dar oportunidades a adolescentes” e pediu para que críticos “parem com a hipocrisia”.

— Educação e trabalho digno são o que formam caráter, disciplina e futuro. No Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos como aprendiz, mas precisamos ampliar essas oportunidades com proteção, sem atrapalhar a escola, como já acontece em muitos países desenvolvidos. Agora, vamos falar a realidade aqui: milhões de jovens já trabalham hoje na informalidade, sem regra e nenhuma proteção — disse na gravação.

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